Na
segunda partida da série entre Benfica e Vitória de Guimarães, os encarnados
voltaram a ser claramente superiores, ao vencerem com alguma facilidade a
formação minhota, por 94-64. Mérito dos comandados de Henrique Vieira que, à
imagem do que aconteceu no 1º encontro, desde o começo do jogo impuseram um
ritmo muito forte, nunca permitindo que o adversário em momento algum
sentisse que podia discutir o resultado.
O fantástico começo de partida
de João Santos – converteu todos os lançamentos que tentou – rapidamente fez
subir a diferença pontual entre as duas equipas para os 11 pontos (18-7). O
técnico Fernando Sá, na tentativa de equilibrar a luta nas áreas próximas do
cesto, fez entrar no seu cinco Ricardo Pinto, opção que criou algumas
dificuldades na forma como a turma vitoriana se ajustava defensivamente aos
atiradores encarnados. A equipa minhota voltava a revelar grande
individualismo ofensivo e desuniu-se, com a agravante de não estar
particularmente inspirada no tiro exterior. Foi sem surpresa que os actuais
campeões nacionais terminaram na frente o 1º período (27-17), por uma
vantagem que se poderia já considerar confortável (27-17).
Feitas as correcções e ajustes defensivos por parte do treinador Fernando
Sá, regressaram as fragilidades evidenciadas no primeiro encontro da
eliminatória, tornando-se a equipa vimaranense mais vulnerável nas áreas
próximas do cesto. Tapa de um lado destapa do outro, no fundo é este o
dilema que Fernando Sá tem para tentar contrariar o poderio da equipa
benfiquista.
A experiência e maturidade dos jogadores encarnados de imediato fez alterar
a sua forma de jogar, passando em ataque a optar mais por servir os seus
jogadores interiores – Frisby e Évora – que para além de converterem cestos,
conquistavam ressaltos ofensivos que permitiam segundos lançamentos fáceis
ou a hipótese de novo ataque organizado.
Para complicar ainda mais a tarefa dos visitantes, a rotação do banco
encarnado acrescentava qualidade – especial referência para o capitão
António Tavares - e contribuía com pontos, nunca abrandando o ritmo do jogo
imposto.
O parcial de 26-12 conseguido pelos encarnados durante o 2º período, elevava
para 24 pontos (53-29) a vantagem dos lisboetas ao intervalo, um score
demasiado largo para as aspirações vitorianas.
A segunda parte acabou por não ter história. Os minhotos, outra coisa não
seria de esperar, a tentarem a tudo custo, e quase sempre através de acções
individuais, recuperar da desvantagem no marcador, e o Benfica, de uma forma
natural, mantendo sempre a sua atitude defensiva e colectivismo ofensivo a
somar pontos no ataque (94-64).
Se Will Frisby (18 pontos, 11 ressaltos e 2 assistências) brilhou no jogo
interior encarnado, ao ponto de ter sido o MVP do encontro, o capitão
António Tavares, mesmo vindo do banco, acabou por ser o melhor marcador da
partida com 24 pontos.
O norte-americano Rod Nealy (23 pontos e 5 ressaltos) foi o atleta
vimaranense que mais se aproximou do seu melhor.