Dois
lances-livres convertidos por Greg Stempin, a 8 décimas do final da partida,
deram a vitória (75-74) pela diferença mínima, ao FC Porto diante da
Ovarense, no segundo jogo da meia-final do playoff da Liga. Os dragões estão
agora a uma vitória de distância da final da competição, frente a uma
Ovarense que se bateu muito bem, mas que acabou por não ter a felicidade
necessária nos momentos decisivos.
O tiro exterior da equipa
portista, com 3 triplos quase consecutivos, deu ligeira vantagem aos azuis e
brancos na parte inicial do encontro. Foi imediata a reacção dos vareiros
que, mantendo-se fieis à sua defesa de 2x1 no portador da bola, aos poucos,
foram equilibrando a marcha do marcador. Se o FC Porto privilegiava as
concretizações através do seu lançamento exterior, a Ovarense encontrava em
Chris Lee o destinatário preferido das assistências de todos aqueles que
através de penetrações em drible causavam desequilíbrios na defesa dos
dragões. A partida entrou então numa toada de maior equilíbrio com os dois
conjuntos a darem início à rotação dos seus cincos iniciais. O final do
período chegou com o Porto na frente (22-20) do marcador.
Nos minutos iniciais do 2º quarto os azuis e brancos mantiveram a sua
tremenda eficácia para lá da linha dos 6.25 metros – 6/7 86% - chegando
facilmente à vantagem de 6 pontos, obrigando o técnico Mário Leite a parar o
encontro. Fez bem a pausa aos vareiros, que depois de um período em que as
defesas se superiorizaram aos ataques, teve o seu melhor momento, graças a 5
pontos consecutivos do experiente base Nuno Manarte, passava para o comando
da partida (36-34). A aposta do técnico Moncho López em alternâncias
defensivas, tais como a box and one e a zona 2x3, deu resultados nos
momentos finais da 1ª parte. A turma de Ovar viveu então um mau momento,
como consequência das dificuldades ofensivas em ultrapassar a zona
adversária, que explica em grande parte o parcial sofrido de 7-0 mesmo ao
cair do pano (36-41).
A opção defensiva – zona 2x3 - escolhida por Moncho López, que tão bons
resultados tinha dado no final da 1ª parte, revelou ser um autêntico fiasco
mantê-la no inicio da 2ª parte. O maior acerto dos visitados nos lançamentos
longos, tal como a paciência ofensiva revelada na procura da melhor solução
ofensiva colectiva, permitiu que os comandados de Mário Leite abrissem a
etapa complementar com um parcial de 15-2, que colocava os vareiros na
frente, por 51-43. Foi o pior momento dos dragões na partida – 2 pontos
convertidos em quase 7 minutos jogados no período -, que cortou esse mau
período com um triplo de João Figueiredo, dando inicio a um parcial de 7-0.
Até final do quarto o jogo decaiu de qualidade com ambas as equipas a
acumularem falhas técnicas, mas o que perdeu em eficiência, ganhou em
emotividade. O último perí! ;odo chegava com as duas formações separadas
pela diferença mínima (54-53), ainda que com vantagem para a equipa da casa.
O derradeiro período principiou com os dois conjuntos a manterem os
turnovers, embora tenha estado melhor a turma de Ovar, que permaneceu na
frente com uma ligeira vantagem de 4 pontos (62-58). Os visitantes empataram
pela primeira vez (62-62) a 5.17 minutos do final do encontro, seguindo-se
depois um período em que a equipa de Ovar passava para frente por 2 e o
Porto voltava a empatar a partida.
A situação só se alteraria a 3 minutos do fim, quando o Porto passou para o
comando do marcador (68-66). Daí para a frente foram constantes as
alternâncias na liderança do jogo, Hunt fez com um triplo o 73-72, Bilial
Benn voltou a colocar a Ovarense na frente (74-73) a 25 segundos do termo da
partida, para ser Greg Stempin a decidir da linha de lance-livre o desfecho
da partida. Uma falta sofrida por Stempin a 8 décimas do final, na disputa
do ressalto ofensivo, após um lançamento falhado do seu compatriota Hunt,
deu direito a 2 lances-livres que o norte-americano não desperdiçou (75-74).
Miguel Miranda ainda teve direito a uma última tentativa de lançamento
triplo, mas a bola ficou muito curta.
O norte-americano do FC Porto Greg Stempin (22 pontos, 8 ressaltos, 3
assistências, 2 roubos de bola e 2 desarmes de lançamento) foi o MVP da
partida, tendo sido bem secundado, tal como tinha acontecido no 1º jogo,
pelo seu compatriota Jeremy Hunt (15 pontos, 3 assistências e 2 ressaltos).
O base João Figueiredo (16 pontos, 2 ressaltos e 2 roubos de bola) saltou do
banco para dar um contributo muito positivo à equipa.
Na formação de Ovar, o capitão Nuno Manarte (14 pontos, 6 assistências e 4
ressaltos) voltou a estar muito bem, tal como o poste norte-americano Chris
Lee (20 pontos, 8 ressaltos e 2 assistências) autor da melhor exibição da
turma de Ovar. O internacional português Miguel Miranda (11 pontos, 5
ressaltos, 4 assistências e 3 roubos de bola) esteve bem a espaços.