A Dra. Maria Machado, da Faculdade de Motricidade Humana (Lisboa), conduziu um estudo com 350 idosos portugueses, com idades entre os 65 e os 96 anos, onde relataram estar fisicamente mais activos e que tiveram melhor percepção da sua saúde, confirmando que tinham uma maior aptidão funcional, dando-lhes uma melhor capacidade para realizar tarefas de todo o dia.

"Esta associação foi mais forte nas mulheres" - disse Machado, "provavelmente devido às suas rotinas de vida diária envolvendo tarefas como a limpeza e compras."

"Viver com os outros também foi relacionado como bom para a saúde , que pode ser explicado por um maior envolvimento em atividades vigorosas."

Machado acredita que o envelhecimento da população tem importantes implicações na saúde pública em Portugal, que tem uma das maiores percentagens do mundo no que se refere a cidadãos idosos (18% com mais 65 anos).

"Ajudar as pessoas a viver mais tempo é um dos maiores objectivos da humanidade" – disse Maria Machado, que acrescentou: "É também um dos nossos maiores desafios, porque vai aumentar o incremento económico e social. O impacto previsto da doença e invalidez tornou-se uma preocupação crítica. Aumentar a autonomia do idoso torna-se crucial para a sobrevivência do sistema e representa um desafio para os decisores políticos ".

Este estudo foi apresentado no decorrer da 57ª Reunião Anual do American College of Sports Medicine, que decorre na cidade norte-americana de Baltimore (Estados Unidos da América).

De acordo com a pesquisa feita, as pessoas podem ter diferentes noções de envelhecimento, mas todas envolvem altos níveis de actividade física, tendo cientistas de Portugal (Maria Machado) e do Japão encontrado uma forte correlação entre actividade física e saúde, aptidão funcional e humor. A falta de actividade tende a um equilíbrio precário, depressão e saúde debilitada.

No Japão, a população é ainda mais velha (23% com mais 65 anos).

O Dr. Yoshinori Kibatake e colegas avaliaram as actividades da vida diária em pessoas com idades entre os 73 e os 79 anos – indivíduos que tinham sido diagnosticados com depressão pelo menos por um psiquiatra.

Aqueles que se levantaram e andaram mais, apresentaram sintomas mais leves de depressão, menos cansaço e confusão, relataram mais vigor e foram mais capazes de cuidar de si.

"Estes resultados sugerem uma relação entre baixos níveis de actividades diárias de vida e depressão”, disse Kitabatake. "Nós propomos que os idosos sigam um programa de exercícios para elevar o humor e melhorar os sintomas da depressão".

Foi ainda referido que o Mónaco tem a população mais velha do mundo (24% com mais de 65 anos).

Nos Emirados Árabes Unidos a percentagem é mais baixa em três por cento. Nos Estados Unidos a percentagem é de 13%.