Os Jogos da CPLP – Comunidade de Países de Língua Portuguesa, cuja 7.ª edição se realiza de 29 de Julho a 7 de Agosto do corrente ano, em Moçambique, reúnem cerca de cinco centenas de atletas de 8 países lusófonos – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Macau participa como convidado –, incluem praticantes de Andebol, Atletismo, Desportos para pessoas com deficiência, Basquetebol, Futebol, Ténis e Voleibol e destinam-se a jovens até aos 16 anos, salvo no desporto para pessoas com deficiência, cujos participantes tem a idade máxima de 20 anos.

 

A participação do Voleibol de Praia português nos Jogos da CPLP tem já fortes tradições. Este ano, a Delegação de Voleibol será composta pelo Chefe de Delegação, Carlos Prata (Responsável pela Formação na FPV), o Treinador Sérgio Soares, os atletas Inês Pereira, Vanessa Paquete, Luís Gomes e Diogo Maia e a árbitra Maria Michelle Ferreira.

A delegação parte no dia 27 de Julho (18h05 / 8h20 Lisboa-Maputo) e regressa no dia 8 de Agosto (11h00 Lisboa / 11h55 Porto)

 

Henrique Gomes, director federativo e habitual chefe de delegação dos voleibolistas portugueses aos Jogos estará, este ano, a exercer as funções de Director de Competição no Mundial de Sub-19, a disputar de 27 de Julho a 1 de Agosto na cidade do Porto, mas salienta o papel importante que a competição desempenha como experiência cultural e desportiva na vida dos jovens:

 

É tradição da Federação Portuguesa de Voleibol participar nestes torneios, que têm uma componente muito importante de convívio e de confraternização com povos que falam português, daí todo o interesse como experiência para os jovens atletas.

Naturalmente, a parte desportiva também é importante, pois temos tradição e é evidente que Portugal estará lá para discutir o primeiro lugar.

Uma das características que têm estas selecções de Voleibol de Praia [CPLP e Mundial de Sub-19] é que estamos a participar com atletas abaixo do escalão, ou seja, nos CPLP deviam jogar miúdos de 16 anos e os nossos representantes têm 15 anos; para os Sub-19, deviam ter 18 anos e os nossos atletas têm 17 anos.

Isto é muito bom, pois estamos a preparar jogadores para o Circuito Nacional, estamos a dar-lhes condições para serem melhores jogadores no futuro. A Federação dá o primeiro impulso e quem tiver qualidade e condições pode ir mais longe e seguir uma carreira internacional”.

 

Em relação ao Mundial de Sub-19, Henrique Gomes reconhece:

 

É um esforço grande que a FPV faz em continuar o trabalho dos Centros de Formação, neste caso dando possibilidade a mais duplas de continuarem a participar em eventos internacionais tão importantes como o Campeonato Mundial.

Esperamos que as duplas tenham um comportamento digno e consigam o melhor resultado possível. Se conseguirem passar para a segunda fase, ficaremos muito satisfeitos, pois temos consciência que vamos defrontar os melhores jogadores do mundo, alguns deles já são profissionais ou semi-profissionais, com muitos anos de experiência.

Não vai ser fácil, mas o trabalho que tem vindo a ser realizado pelos treinadores da FPV tem sido muito bom e vamos agora poder aferir os resultados.

Para a maior parte dos nossos representantes é uma oportunidade quase única, pois daí para a frente não vai ser fácil terem outras participações internacionais”.

 

Treinador

 

Sérgio Soares, treinador responsável pelas duplas de Sub-16 que representarão Portugal nos Jogos PALOP, salienta:

 

Já é a segunda vez que vou aos Jogos CPLP. A primeira vez foi fantástica. O intercâmbio de culturas e as amizades que fizemos constituem sempre situações diferentes daquelas que encontramos noutras competições internacionais.

Para alguns destes miúdos é a primeira vez que competem internacionalmente e para outros é tudo novidade, mesmo andar de avião.

Penso que, de certa forma, estes Jogos serão ideais para eles se iniciarem nas competições internacionais.

Para além dos resultados desportivos, que são sempre importantes, mesmo na formação dos atletas, esperamos ter um comportamento digno na representação da nossa Federação e do nosso País.

Vamos com o mesmo espírito que é incutido em todas as selecções portuguesas: de vitória e de dar sempre o nosso melhor, mas principalmente representar da forma mais elevada o nosso país, tanto a nível cultural, como desportivo e mesmo pessoal, pois será o corolário do trabalho específico que fizemos com estes atletas, embora o tempo de preparação tenha sido escasso para a realização de um trabalho como nós desejaríamos, mais intensivo e duradouro”.

 

Atletas

 

Inês Pereira / Vanessa Paquete

 

Inês Pereira: “O nosso objectivo é tentar aproveitar ao máximo esta oportunidade de competir em Moçambique e de conviver com duplas de outros países. Desportivamente, vamos procurar dar o nosso melhor, jogando sem receios e procurando vencer o máximo de jogos”.

 

Vanessa Paquete: “É muito bom poder participar neste evento. Vou para Maputo com boas expectativas porque acho que a nossa dupla está forte e que se conseguirmos dar o nosso melhor, os resultados vão aparecer. Por outro lado, vai ser uma boa experiência, já que vamos jogar com duplas de outras nacionalidades e vamos poder trocar impressões e ideias com elas”.

 

Luís Gomes / Diogo Maia

 

Diogo Maia: “É uma oportunidade quase única de podermos ir jogar a Moçambique. O nosso principal objectivo é ganhar, mas também queremos usufruir do excelente convívio que os Jogos dos PALOP proporcionam.

Estamos orgulhosos por podermos representar Portugal. É a nossa estreia, mas pode ser que seja também a primeira vez de muitas outras oportunidades”.

 

Luís Gomes:

“As nossas expectativas são altas, pois estamos a trabalhar bem. Vamos dar o nosso melhor e procurar trazer para o nosso país os melhores resultados possíveis. A competição não é tudo e vamos conviver com jovens de outros países, de diferentes culturas, mas com os quais partilhamos a língua. Vamos tentar fazer novos amigos”.

 

Mais informações: www.cdp.pt