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Rosa Vaz, comemora 35 anos de Arte e Cultura

A conceituada artista plástica Rosa Vaz, comemora os seus 35 anos de Arte e Cultura com uma exposição a inaugurar a 6 de Maio pelas 16h30 na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva em Braga, estando presente neste local até dia 27 de Maio. Depois seguem-se outros destinos onde estará patente, locais esses com muito significado para a artista.

 

Rosa Vaz é uma artista multidisciplinar. Desenvolve trabalhos em vários suportes e técnicas, onde podemos destacar pintura em tela, aguarela, pintura cerâmica de peças e de painéis de azulejo, ilustração, mais recentemente pintura têxtil e a joalharia. É também autora do livro de poesia “Pele de Lua” e já está a preparar a publicação de uma segunda obra literária. Para além desta área de criatividade, também é Promotora cultural, uma atividade que a tem acompanhado ao longo da vida, nomeadamente na organização de eventos culturais, em parceria com a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, Museu D. Diogo de Sousa , Museu dos Biscaínhos , Universidade Católica de Braga, essencialmente na promoção da cultura da Lusofonia, desde a organização dos Dia de África à promoção de escritores e cantores da lusofonia. Este é um aspeto muito interessante na vida da artista. A sua obra é muito divulgada no Norte do país, em especial, em Braga, onde reside e tem o seu atelier. O seu trabalho também é conhecido noutros destinos tanto em Portugal como no estrangeiro, como por exemplo em Espanha, EUA, Canadá, Lituânia, Angola, etc.

Está representada em várias instituições e tem trabalhos em conjunto com outros artistas muito ligados à lusofonia.

 

A sua história de vida é feita de desafios. Nasceu em Malange, Angola, onde viveu aí a sua infância. Filha de mãe angolana do Huambo e pai português de Monção, no meio da guerra civil vem viver para o Norte de Portugal, a Monção. A viagem foi decisiva para a sua arte, pois os azuis que utiliza nas suas obras têm a ver com o azul do mar que foram sua companhia ao longo da viagem de barco, entre Angola e Portugal. Uma viagem sem retorno, que marcou a sua vida para sempre, pois para lá do azul do mar ficaria o seu passado, a sua essência, África. O mar tornou-se assim um grande aliado, da sua vida, um comparsa de silêncios e saudades, um companheiro de criatividade, ao longo da sua criação. Assim, passear perto do mar no Norte do País, tornou-se um hábito, uma terapia, onde encontra a paz e tranquilidade para depois desenvolver a sua arte.

 

A sua obra também tem muito a ver com cores fortes africanas e gosta muito de ilustrar a mulher angolana, a sua importância e papel, nos laços familiares.

 

Esta exposição comemorativa dos seus 35 anos de carreira não só tem obras que ilustram a evolução da artista, como também peças documentais e de recordação do percurso ao longo destes anos de actividade.

 

Já mostrámos aos nossos leitores no passado a carreira e a artista em si. Hoje vamos falar com ela para nos dar uma retrospectiva destes 35 anos de carreira artística assim como outras curiosidades da sua actualidade.

 

AMMA: 35 anos de carreira reflectem um percurso em várias valências, inspirações e novas experiências. Como retrata este caminho?

Rosa Vaz: Este caminho tem sido calcorreado sempre com muita criatividade e desafios que se me têm colocado, ou percursos que escolho, no sentido de encontrar novas formas de comunicação criativa,

 

AMMA: É mais fácil ser artista plástica ou curadora, sendo ambas arte?

RV: Na minha perspetiva para quem é artista e gosta da comunicação, organização, ser curador de eventos culturais é só mais um aspeto, uma oportunidade de comunicar com os outros. No meu caso, ser artista é a base da minha existência, é essa estrutura que me permite conhecer/identificar aspetos Culturais nos outros e que valham ser mostrados, colocados à disposição do público.

 

AMMA: São mais desafiantes as exposições colectivas ou individuais?

RV: São universos diferentes. Nas Exposições individuais, o artista mostra só o seu trabalho, o público tem só o universo desse artista para observar, entender, apreciar ou não; no caso das Coletivas, o artista é mais um elemento de uma construção gigante sobre a comunicação e, o público estará muito mais disperso na análise das linguagens dos artistas.

 

AMMA: A poesia, através do seu livro “Pele de Lua” vem complementar o trabalho artístico de Rosa Vaz? Já vem uma segunda obra a caminho, é poesia ou prosa? Tem data prevista para a lançar?

RV: A poesia faz parte da minha essência, é uma forma de ‘’pintar’’ com palavras, assim como, muitas vezes as obras pictóricas, são poemas pintados, coloridos. O segundo livro também é poesia e deverá ser apresentado em Setembro.

 

AMMA: Mais recentemente também tem desenvolvido trabalhos em pintura cerâmica, pintura têxtil e joalharia. Como surgiram estes novos desafios? Têm tido muita procura?

RV: Faz parte da essência dos artistas caminhar em vária formas de comunicação artística, é inerente à alma criativa; no meu caso, é também um desafio que coloco a mim mesma, como mais um patamar. A joalharia nasceu como um desafio, e como homenagem à terra do meu pai, a minha terra adotiva, Monção, e numa homenagem também ao vinho alvarinho, à vinha, como planta, como representação dessa terra e suas gentes. Sim , estou contente com a procura das minhas obras. Quem gosta de arte, procura sempre ter várias representações da expressividade artística do artista.

 

AMMA: Como professora que maiores alegrias lhe dão os seus alunos? Acabam por ser inspiradores para o seu trabalho de docente e artista?

RV: Como professora, sinto-me completamente realizada, feliz por sentir que ao fim de trinta e tal anos de serviço, ajudei a construir muitas vidas, e os alunos ao longo dos anos e até em adultos, procuram-me na escola, vão dar-me um abraço e agradecer os conselhos, o carinho, a paciência. Sabe bem receber um desenho deles, um abraço de saudades, sabe bem o reconhecimento do investimento na humanização do ensino e da pedagogia e todos estes momentos são intrínsecos á minha forma de estar/ser e a Arte é sempre uma componente muito forte neste percurso de docente, onde o maior objetivo é sempre que o ensino, a escola produza seres humanos felizes, autoconfiantes e com muito respeito e amor pela vida.

 

AMMA: Que novos desafios tem para os próximos tempos que queira revelar?

RV: O meu próximo desafio será escrever um livro de histórias infantis e continuar com o mais recente desafio, desenhar joias.

 

AMMA: Que mensagem de artista plástica com 35 anos de carreira gostava de deixar aos jovens que se estão a iniciar na arte ou ainda estão nos primeiros anos? Como devem reagir às adversidades?

RV: Gostaria de lhes dizer que NUNCA desistam de criar, dos seus sonhos. Sejam persistentes, organizados e trabalhadores. Tracem objetivos, planifiquem a curto e médio prazo, e, sobretudo amem o que fizerem o que criarem. Sejam críticos do vosso trabalho, registem dados, analisem e procurem percursos com coragem e persistência.

 

Algumas obras da artista incluindo a capa do seu livro Pele de Lua:

Texto: Pedro MF Mestre

Fotos e materiais: Cedidos por Rosa Vaz

 

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segunda-feira, 22 de julho de 2024 – 01:58:28

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