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Ai Weiwei - Rapture: Últimos dias

 

 

Esta é a última oportunidade de visitar Ai Weiwei - Rapture, a maior exposição de sempre do artista e ativista chinês na Europa. A exposição, que reúne algumas das suas obras mais icónicas, e quatro novas peças produzidas exclusivamente em Portugal, está patente na Cordoaria Nacional em Lisboa, até ao dia 28 de novembro e já foi vista por mais de 100 mil visitantes.

 

SOBRE AI WEIWEI - RAPTURE

O artista e ativista dissidente chinês, mundialmente reconhecido como um dos mais influentes, interventivos e criativos nomes da arte contemporânea, apresenta em Portugal uma exposição de 4000m2 onde exibe algumas das suas obras mais icónicas, e quatro novas peças produzidas exclusivamente em Portugal. Ai Weiwei - Rapture reúne 85 obras, onde se incluem instalações e esculturas em grande, média e pequena escala, assim como vídeos/filmes e fotografias. A curadoria é assinada pelo brasileiro Marcello Dantas, idealizador de uma série de grandes exposições do artista pela América Latina nos últimos anos.

Conhecido por criar ligação aos países por onde passa, Ai Weiwei agora a viver no Alentejo, iniciou um trabalho de colaboração com artesãos portugueses de diferentes ateliês para trabalhar materiais como a cortiça, azulejo, tecidos e pedra. Das parcerias estabelecidas com a Amorim Cork Composites, Viúva Lamego, Pedrosa & Rodrigues e a B Stone nascem quatro obras originais que incorporam elementos da cultura e tradição portuguesa.

Além destes trabalhos exclusivos, também as obras mais conhecidas do artista estarão presentes em Ai Weiwei - Rapture. É o caso de Forever Bicycles (2015), uma escultura monumental com 960 bicicletas de aço inoxidável usadas como blocos de construção que recebe o público na entrada da Cordoaria Nacional. Snake Ceiling (2009), uma grande instalação em forma de cobra constituída por centenas de mochilas de crianças, em memória aos estudantes mortos no terramoto de Sichuan, em 2008; Circle of Animals (2010), no qual o artista revisita uma série de esculturas composta por doze cabeças de animais do zodíaco chinês e que explora a relação da china contemporânea com a sua própria história; e Law of the Journey (Prototype B) (2016), que consiste num barco insuflável de 16 metros de comprimento com figuras humanas e faz alusão a um dos temas mais recorrentes na obra do artista: a crise global dos refugiados.

No decorrer da exposição, haverá uma série de documentários incluindo um de seus mais recentes filmes Coronation, um retrato da evolução da COVID-19 em Wuhan, berço da pandemia. Com imagens captadas por equipas profissionais e cidadãos que voluntariamente ajudaram o artista no projecto, o documentário mostra como foi o confinamento da primeira cidade no mundo a ser atingida pela pandemia.

A palavra rapture tem vários significados. Em inglês, é o momento transcendente que liga a dimensão terrena e a dimensão espiritual. Ao mesmo tempo, é o rapto, o sequestro dos nossos direitos e liberdade. Rapture pode ser também o entusiasmo sensorial com o êxtase. Ai Weiwei – Rapture reúne essas ideias sob a forma de uma exposição que apresenta as duas dimensões criativas de um artista ícone dos nossos tempos. “Ai Weiwei consegue ser como uma árvore que é antena e raiz ao mesmo tempo: antena que atrai raios, raiz que se conecta com as mais profundas origens da sua cultura.”, comenta o curador.

Ai Weiwei é um célebre ativista político, símbolo da resistência à opressão e defensor dos direitos civis e da liberdade de expressão, com uma vasta produção artística que marcou essa luta nas últimas décadas. Ele é também um articulador das raízes culturais mais profundas da humanidade, em especial das tradições e iconografia chinesas, perdidas ou esquecidas desde a Revolução Cultural iniciada por Mao Tsé-Tung (1966 – 1976). Essa dimensão mais fantástica, mística e espiritual é um elemento forte, embora menos notório na sua obra. A pesquisa de materiais, técnicas e simbologias de outros tempos é um trabalho de arqueologia cultural que faz parte da sua busca pela identidade que a China perdeu e atualmente sofre pela desconexão com as suas raízes.

A exposição divide-se em dois temas: o lado da fantasia, onde essa pesquisa do imaginário é explorada; enquanto o outro incide sobre a realidade e a emergência de assuntos que transbordam nas nossas vidas com o agravamento das condições humanas, por razões políticas, sociais ou ambientais. Ai Weiwei oferece-nos uma visão atenta a questões essenciais que afligem todos os povos, como de onde viemos e o que estamos a fazer aqui.

 

 

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2021 – 18:25:29

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