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Museu da Villa Romana do Rabaçal

Localidade: Concelho: Distrito:
Rabaçal Penela Coimbra

 

Aberto ao público desde 5 de Maio de 2001 em edifício construído de raiz para o efeito, o Museu da Villa Romana do Rabaçal situa-se no terreno da antiga Casa Passal, junto ao antigo hospital que hoje é pousada da juventude, no Rabaçal - Penela. Os trabalhos arqueológicos na Villa Romana do Rabaçal tiveram início em 1984 e continuam até ao presente.

 

A Villa romana do Rabaçal é um museu polinucleado, distribuído por três polos principais: 

 

1 – Espaço-museu / núcleo-sede, dotado de receção, sala de leitura, estudo e documentação, sala de reserva e tratamento de materiais, sala de exposição dos achados, bem como de um espaço polivalente, servindo de auditório e sala de exposições temporárias, situado na Rua da Igreja, no Rabaçal, sede de freguesia do mesmo nome, do concelho de Penela 

 

2 – Estação arqueológica da Villa tardo-romana (dotada de edifício de apoio com receção, salas de apoio à visita e aos trabalhos arqueológicos, reserva e sanitários), junto à aldeia da Ordem, datada do século IV d.C., local de origem e de compreensão de todos os achados, onde foram identificados a pars urbana, residência senhorial ou palácio romano, o balneário, a pars rustica ou casa da lavoura (dotada de pátio agrícola, alpendres, eira, oficinas e habitação dos servos), as nascentes e os sistemas elevatórios de água 

 

3 – Vista panorâmica de Chanca, cujo Miradouro foi construído em 2002, sendo dotado de espaço de descanso e painel explicativo de vários pontos de interesse na Paisagem.

 

Quanto à presença de vestígios de época romana no local dos Moroiços, Ordem, Rabaçal, é conhecida desde, pelo menos, o princípio do século XX (ROCHA, 1905, nº 4605). Também se lhe referem Bento Vieira e Bairrão Oleiro (1956) e, ainda, Jorge de Alarcão (1974, p. 197). O local foi visitado em 1979 e os trabalhos sistemáticos de escavação arqueológica tiveram início em 1984, com o apoio de uma equipa de voluntários, sendo que as campanhas de escavação continuam no presente.

 

De então para cá, sucederam-se muitos anos de trabalho, para o que houve o apoio logístico da Câmara Municipal de Penela, de outras instituições e da população local, acrescido do muito empenho científico e de milhares de horas de labor voluntário. Este envolvimento deu lugar a um discurso museológico mobilizador apoiado em três pilares: população, autarquia e investigadores, assumindo a forma de desafio denominado por “triângulo de sobrevivência do projeto”, o qual, segundo o sociólogo Dan Bernfeld, assume três vertentes: a formação e o emprego local, a habitação e a qualidade de vida, a identidade e a abertura cultural.

 

Foi então, em 1986, iniciado o processo de aquisição dos terrenos pelo Município de Penela, terrenos esses inicialmente disponibilizados pelos pequenos proprietários. Os materiais recolhidos tiveram de ser guardados por elementos da população até ao momento em que foi cedido o Salão Nobre da Junta de Freguesia do Rabaçal, no qual foi instalada a primeira exposição. Esta Reserva Visitável dos materiais até então recolhidos nos trabalhos da escavação arqueológica foi aberta à população e aos públicos, em 1993. Foi, entretanto, criada a Associação de Amigos da Villa Romana do Rabaçal, que preparou o catálogo provisório e a definição dos espaços do futuro Espaço-museu.

 

Decorrente do exposto, por deliberação da Câmara Municipal de Penela, de 17 de Agosto de 1998, foi votada favoravelmente a construção do Espaço-museu da Villa romana do Rabaçal, que ficou concluída em Maio de 2001 e, desde logo, aberta à população e aos públicos.

 

Núcleos

 

Estação Arqueológica

 

Miradouro de Chanca

 

Conteúdos da responsabilidade do museu e editados pela DGPC

 

Outras Informações: http://www.rabacal.net/

Periodicidade Diária

terça-feira, 7 de julho de 2020 – 14:53:04

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