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FPA reage ao adiamento dos Jogos Olímpicos

 

 

O presidente da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA), Jorge Vieira afirma ser esta “uma boa decisão, embora atrasada.

 

O presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, e o primeiro ministro do Japão, Abe Shinzo, realizaram uma conferência esta manhã para discutir o ambiente de mudança constante relação à covid-19 e as suas consequências para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020.

 

A eles se juntaram Mori Yoshiro, presidente do Comité Organizador de Tóquio 2020; o ministro olímpico, Hashimoto Seiko; o governador de Tóquio, Koike Yuriko; o presidente da Comissão de Coordenação do COI, John Coates; o Diretor Geral do COI, Christophe De Kepper; e o diretor executivo dos Jogos Olímpicos do COI, Christophe Dubi.

 

A propagação sem precedentes e imprevisível do surto deteriorou todas as condições no Mundo, e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a pandemia do COVID-19 está "acelerando", sendo que, atualmente, existem mais de 375.000 casos registados em todo o mundo e em quase todos os países, e que este número aumentando hora a hora.

 

Nas atuais circunstâncias, e com base nas informações fornecidas hoje pela OMS, o Presidente do COI e o Primeiro Ministro do Japão concluíram que os Jogos da XXXII Olimpíada de Tóquio devem ser remarcados para uma data posterior a 2020, mas o mais tardar no verão de 2021, para proteger a saúde dos atletas, de todos os envolvidos nos Jogos Olímpicos e na comunidade internacional.

 

Os líderes concordaram que os Jogos Olímpicos de Tóquio poderiam ser um farol de esperança para o mundo durante estes tempos conturbados e que a chama olímpica poderia se tornar a luz no fim do túnel em que o mundo se encontra atualmente. Portanto, foi acordado que a chama olímpica permanecerá no Japão. Também foi acordado que os Jogos manterão o nome de Jogos Olímpicos e Paralímpicos Tóquio 2020.

 

Na sequência desta comunicação, o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA), Jorge Vieira afirmou ser esta “uma boa decisão, embora atrasada. Já deveria ter sido tomada há uns dias, sendo esta a medida mais justa para toda a comunidade desportiva”.

 

«Entendo como deve ter sido difícil tomar esta decisão, mas devemos elogiá-la, até porque a esmagadora maioria do mundo do desporto já clamava por este desfecho», disse ainda Jorge Vieira, adiantando “que este momento permite termos uma visão internacional diferente do futuro, enquadrando a atividade numa perspetiva mais abrangente», tendo por base que a pressão de melhorar condições de treino para os atletas para uma qualificação que estava a encontrar um calendário cada vez mais apertado e a ser colocada em causa.

 

E Jorge Vieira conclui: «foi a decisão que repõe toda a justiça nesta questão», relembrando todos os inquéritos feitos a atletas de alta competição em todo o Mundo, que advogavam precisamente este desfecho.

 

 

Periodicidade Diária

sexta-feira, 10 de abril de 2020 – 11:54:29

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