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Diário de Munique’22 – Liliana Cá quinta na final do lançamento do disco

Fechou bem o segundo dia de competição nos Campeonatos Europeus em Munique, com o quinto lugar de Liliana Cá na final do lançamento do disco. E houve outros resultados.
 
A final do lançamento do disco era aguardada com expetativas elevadas, primeiro porque Liliana Cá se tinha apurado com a segunda marca da qualificação, o seu melhor registo do ano, e porque tinha ainda a presença de Irina Rodrigues, retomando a final de 2018, em que Liliana foi sétima e Irina nona.
 
A primeira a lançar foi Irina Rodrigues, que abriu com 54,85 metros e depois Liliana cá lançou a 63,76 metros e deixou o aviso.
 
O concurso viria a ter mais mudanças na liderança, pois até a holandesa Jorinde van Klinken, medalha de bronze no lançamento do peso, atrás de Auriol Dongmo, se imiscuiu na luta pelo pódio com 64,03 metros. Irina Rodrigues ainda lançou a 54,07 e fechou o terceiro ensaio com 56,23 metros, que a deixou no 11º lugar.
 
A luta continuava para Liliana Cá que no final do terceiro ensaio estava em quinto lugar, depois de um segundo ensaio a 61,70 m e um terceiro a 63,38 metros.
 
Entretanto a alemã Kristin Pudenz lançara a 66,93 metros e a croata Sandra Perkovitz alcançara os 65,77 metros e outra germânica, Claudine Vita, alcançara os 65,20 m, a sua melhor marca da época. Liliana Cá partiu para os últimos três ensaios com a certeza de que teria de fazer a sua melhor marca do ano para alcançar as medalhas.
 
Sabia que a final ia ser uma prova diferente, muito difícil. Se formos ver bem, todas as que me ganharam têm melhor marca pessoal que eu. Mas tentei muito”, referiu, feliz com o seu desempenho. “Agora é trabalhar para os próximos objetivos e para o que ainda aí vem. Os nulos na gaiola surgiram porque tinha muita vontade de lançar longe e por isso larguei o disco demasiado cedo. No fundo, é mais uma experiência e melhorei em relação aos Europeus de 2018. Como me apontaram como uma das favoritas, sinto que tenho de melhorar mais esta pressão, mas senti que estive bem”, concluiu a atleta.
 
Já Irina Rodrigues estava “muito satisfeita por ter chegado a esta final, ser 11ª, atendendo a todo um ano em que me dediquei ao estudo e estive muito tempo sem o meu treinador, que vive nos Açores. Sinto orgulho do que fiz e ter chegado ao mundial e a esta final só pode ser muito “, referiu.
 
A jornada da tarde abriu com o apuramento do salto em altura, disciplina que nunca tinha conhecido qualquer participação anterior de atletas portugueses, página histórica que agora foi virada com Gerson Baldé. O português entrou bem, com confiança e conseguiu passar a exigente marca de 2,12 metros inicial. Depois, a 2,17 metros falhou as três tentativas, sendo que a última deu a sensação de que poderia seguir em frente.
 
“Ainda não sei o que aconteceu”, disse o atleta na zona mista, e continuou: “é raro começar uma prova a 2,12 m, a este nível, mas [na ausência do seu treinador Paulo Barrigana] o professor João Ganço, a quem quero deixar aqui o meu agradecimento, deu-me todo o apoio. Estava confiante, passei a primeira altura, mas depois, aos 2,17 m, nem sei o que aconteceu. Estava a sentir-me bem, no terceiro salto estive muito perto, o que me deixaria mais motivado para tentar os 2,21 m, mas não consegui”.
 
No momento de se registar como primeiro português no salto em altura em grandes palcos, Gerson mostra-se “contente, mas sei que se não fosse o Covid e tudo o que foi suspenso e cancelado, teria sido o Paulo Conceição o primeiro, mas sinto um grande orgulho na mesma e cheio de motivação para fazer melhor”, concluiu.
 
Antes da final do lançamento do disco, as meias-finais de 100 metros tinham presença portuguesa. Em masculinos, Carlos Nascimento alinhou na segunda das meias-finais, a mais rápida e também a que teve duas falsas partidas, e terminou em sétimo lugar, com a marca de 10,40 segundos.
 
“Ambicionava um bocadinho mais. Fico contente por ter chegado a uma meia-final num campeonato da Europa, mas nós ambicionamos um bocadinho mais, temos capacidade para isso, infelizmente a corrida teve alguns percalços, mas foi para todos. Não me senti bem tecnicamente, no final os posteriores já estavam a agarrar, não sei se foi por tensão psicológica. Apesar de tudo conclui grande parte dos meus objetivos nesta época. É assim que se aprende e se cresce, são os meus terceiros campeonatos da Europa”, refere pensando já nos próximos objetivos das próximas épocas.
 
Pouco depois, Lorene Bazolo alinhou na primeira das meias-finais dos 100 metros, que também teve uma falsa partida, e correu em 11,42 segundos, o que a deixou na sexta posição, longe dos lugares de apuramento para a final.
 
No final da sua prova, Lorene afimou que não se sentiu “mal. A minha forma de correr pode enganar um pouco mas é assim que corro sempre. A falsa partida não trouxe outra ansiedade”, fez notar, pensando agora nos 200 metros. “Agora ainda tenho os 200 metros, mas tendo estado nesta meia-final isso deixa-me com a mesma fé, o mesmo foco e ainda mais motivação. Vou focar-me ao máximo em dar tudo nos 200 metros”.
 

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terça-feira, 31 de janeiro de 2023 – 00:54:14

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