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COP e Farid Walizadeh vistos como exemplo no Fórum Global de Refugiados

 

Farid Walizadeh, atleta originário no Afeganistão, treina-se em Portugal apoiado pelo Comité Olímpico de Portugal (COP) com o objetivo de participar nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 integrado na Equipa Olímpica de Refugiados. A sua história de superação e de integração na sociedade portuguesa através da prática desportiva é cada vez mais conhecida e foi agora por ele partilhada de viva voz antes do Fórum Global de Refugiados, organizado pelo Comité Olímpico Internacional (COI), pela Fundação Olímpica de Refugiados (FOR) e pela Agência de Refugiados da ONU (ACNUR), em Genebra, Suíça, onde esteve acompanhado por Maria Machado, gestora do projeto Viver o Desporto – Abraçar o Futuro, do COP.

 

Farid Walizadeh, praticante de Boxe, partilhou o palco com o iraquiano Wisam Sami  (Esgrima), numa sessão em que a audiência tomou conhecimento das várias situações que os jovens refugiados podem enfrentar a partir do momento em que são forçados a deixar as suas casas. “Ser refugiado e pensar nos Jogos Olímpicos é como um sonho. Depois de perder tudo, também perdi a esperança, mas isto deu-me confiança para mais uma vez pensar que é possível. Todas as manhãs, quando acordo às cinco da manhã para treinar, penso: ‘Mais um dia para mostrar que sou capaz'”, testemunhou Farid Walizadeh.

 

Além dos depoimentos de Sami e Farid Walizadeh, vistos como exemplos na forma como o desporto apoia jovens refugiados e favorece a sua integração, deram testemunho as seguintes organizações: Right to Play, Women Win, Hestia FC, Football Academy,Perolas Negras, Hellenic Paralympic Committee, Agitos Foundation e o COP, cujo projeto, considerado “best practice” pela FOR, foi apresentado por Maria Machado.

 

O evento foi concluído com uma mensagem de esperança, tendo a moderadora Mary Harvey, diretora executiva do Centro de Desporto e Direitos Humanos, destacado as histórias de adversidade e resiliência dos atletas de elite refugiados Farid e Wisam como fontes de inspiração para milhões de jovens deslocados em todo o mundo, demonstrando o poder que o desporto tem para transformar as suas vidas.

 

Antes do Fórum Global de Refugiados, a FOR desenvolveu, juntamente com o COI e a ACNUR, uma coligação de mais de 80 parceiros, entre os quais se encontra o COP, todos comprometidos em oferecer oportunidades aos refugiados através do desporto.

 

Em todo o mundo, cerca de 70 milhões de pessoas, incluindo uma grande percentagem de crianças e jovens, fugiram das suas casas por causa da guerra ou de perseguições. Neste contexto, o desporto é visto como um facilitador positivo para a proteção dos refugiados, melhorando o seu bem-estar psicossocial, a inclusão e a coesão social.

 

Periodicidade Diária

sexta-feira, 5 de junho de 2020 – 04:07:16

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