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Irmãos Sousa reforçam aposta no Voleibol de Praia

Os irmãos Gonçalo e Tomás Sousa são a nova aposta “forte” da Federação Portuguesa de Voleibol (FPV) para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, a disputar em 2028 nos Estados Unidos da América.
 
A FPV, representada pelo seu Presidente, Vicente Araújo, e os dois atletas, Gonçalo Sousa, de 23 anos, e Tomás Sousa, de 19, firmaram num contrato uma parceria que tem como objectivo conseguir colocar a jovem dupla de irmãos na 34.ª edição dos Jogos Olímpicos de Verão.
 
Na ocasião, o Presidente da FPV salientou:
“Acabámos de formalizar um contrato com uma nova dupla de Voleibol de Praia, formada por dois irmãos, o Gonçalo e o Tomás, que aceitaram o desafio de trabalharem para se qualificarem para os Jogos Olímpicos de los Angeles. Isso implica muito trabalho, sacrifício e igualmente muito empenho e responsabilidade da parte deles. A Federação vai fazer uma aposta forte neles e estamos convictos de que eles, se cumprirem a sua parte, vão seguramente qualificar-se para os Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028. Com a assinatura deste contrato, estamos a dar o pontapé de saída para essa qualificação”.
 
 
Os dois atletas mostram-se bem cientes da jornada longa e complicada que têm pela frente:
“Acho que as condições estão todas reunidas para fazermos um óptimo trabalho. Vamos começar por participar em várias etapas Futures do Circuito Mundial e sabemos que o nosso desempenho só depende de nós. Temos de empenhar-nos ao máximo e acho que já o estamos a fazer desde o primeiro dia em que entrámos no Centro de Alto Rendimento de Voleibol de Praia [CARVP], em Cortegaça. Tudo depende de nós, à semelhança do que aconteceu com o João Pedrosa e o Hugo Campos“, reconhece Gonçalo, com Tomás a acrescentar:
“O trabalho que iniciámos tem em vista uma eventual participação nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. Sabemos que estamos a sonhar muito alto, pois é um objectivo muito ambicioso, mas acreditamos que é possível de atingir, até porque o Pedrosa e o Campos nunca pensaram estar no nível em que se encontram e agora estão numa corrida aos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Acreditamos no nosso potencial, sabemos que temos valor e vamos dar o nosso melhor para mostrarmos o nosso Voleibol e que a aposta da Federação é uma aposta ganha“.
Gonçalo, o irmão mais velho, que mede 200 metros de altura e é nutricionista, e Tomás, com 1,90 metros e estudante de Comércio Internacional, chegam à Selecção Nacional de Seniores através de um percurso algo distinto.
 
A maior experiência em Indoor de Gonçalo, que já passou por clubes como Ala de Nun’ Álvares de Gondomar, SC Espinho, Vitória SC, AA S. Mamede e AA Espinho, e pela Selecção Nacional de Sub-19 (WEVZA), é complementada pela participação do irmão Tomás em Campeonatos da Europa – Sub-18 em 2021, 17.º classificado, e Sub-20 em 2023, 9.º classificado – e em torneios da WEVZA.
 
Contudo, os caminhos dos dois manos acabou por ter uma junção de sucesso no Campeonato Nacional de Voleibol de Praia de 2023, que concluíram na posição de vice-campeões, depois de terem enfrentado na final a dupla formada por João Pedrosa e Hugo Campos, actualmente seus colegas de treino no CARVP.
 
Os campeões mundiais universitários são, aliás, os ídolos actuais de Gonçalo e Tomás, que referem ainda a sua admiração por Miguel Maia, antigo atleta olímpico e “ícone do Voleibol de Praia “que foi treinador de Gonçalo no Indoor e de Tomás no Voleibol de Praia.
 
“Neste momento, os nossos ídolos no Voleibol de Praia são os nossos parceiros de treino, e que foram colegas de equipa do Gonçalo no SC Espinho. São muito provavelmente os nossos dois melhores amigos e é muito bom partilhar o campo com eles e vê-los jogar no Circuito Mundial, muitas vezes às duas ou três da manhã, através da televisão ou Internet. Vemos a sua qualidade como dupla e é certamente um patamar que queremos alcançar. Estamos a trabalhar bem para, pouco a pouco, tentarmos chegar ao nível em que eles já estão e, quem sabe, conseguir ultrapassá-los”, desejam.
 
Um conjunto de situações levou os jovens irmãos a abraçarem o projecto de jogarem Voleibol de Praia durante todo o ano.
“O facto de no ano passado termos feito pela primeira o Campeonato Nacional de Voleibol de Praia em conjunto, e mais afincadamente do que nos três anos anteriores – falo por mim –, e de termos passado dois meses a treinar no Centro de Alto Rendimento já mostrou, etapa a etapa, a nossa evolução como dupla. Creio que daí surgiu o interesse por parte da Federação e o desejo de formar outra dupla internacional de Voleibol de Praia. O trabalho que realizámos nesses dois meses também pesou na decisão da Federação de achar que seríamos uma boa aposta e os nossos clubes acabaram por facilitar a nossa entrada no Voleibol de Praia, mesmo sendo a meio da época”, justifica Gonçalo, com Tomás a recordar:
 
“No meu caso, eu já tinha um gostinho especial pela praia, porque tinha jogado pelas selecções nacionais mais jovens, já fui a dois Europeus, tive várias participações em competições da WEVZA, e sempre senti um carinho especial pelo Voleibol de Praia – se calhar até mais do que pelo Indoor – e aos poucos essa preferência foi-se destacando. Jogar com o meu irmão era um sonho e tendo surgido esta oportunidade, com as condições que nos deram, aliado ao nosso crescimento, em tão pouco tempo, no Campeonato Nacional de Voleibol de Praia, isso despertou em nós um interesse enorme em enveredarmos por esta variante do Voleibol. Cremos que estavam reunidas todas as condições necessárias para isto acontecer agora.”
 
O gosto de Gonçalo e Tomás Sousa pelo Voleibol tem raízes familiares.
“Começámos a jogar em Gondomar, de onde somos oriundos; a minha mãe jogou na Ala e o meu pai na AA S. Mamede. Inicialmente praticámos várias modalidades, desde futebol, basquetebol e natação. Eu pratiquei basquetebol durante muito tempo, até à altura em que optei pelo Voleibol, que era a modalidade que eu mais gostava.
Começámos a jogar na Ala de Nun’ Álvares, um clube em que gostámos muito de praticar a modalidade e que nos deu tudo. Eu acabei por sair, o Tomás não, mas foi um bocado por causa dos nossos pais que começámos a praticar a modalidade, fruto do interesse e incentivo demonstrado por eles”, salienta Gonçalo, para Tomás complementar:
“Eu, sendo o mais novo, fui atrás do irmão mais velho. Como os meus pais tinham praticado a modalidade e o meu irmão também praticava, achei por bem experimentar, como o fiz com vários desportos, mas achei que tinha mais jeito para o Voleibol. A minha vida sempre teve uma parte dedicada ao Voleibol e espero que assim continue por muitos anos”.
 
A primeira participação internacional como dupla de Gonçalo e Tomás Sousa será no Beach Pro Tour Futures de Madrid, em Espanha, agendado para os dias 9 a 12 de Maio.
 
Seguir-se-ão as presenças nos BPT Futures de Spiez (Suíça, 30 de Maio a 2 de Junho), Sveti Vlas (Bulgária, 6 a 9 de Junho), Lille (França, 13 a 16 de Junho), Baden (Áustria, 27 a 30 Junho), Rakvere (Estónia, 3 a 6 de Julho), Myslenice (Polónia, 16 a 19 de Agosto), Brno (Chéquia, 22 a 25 Agosto) e Corigliano Rossano (Itália, 29 Agosto a 1 Setembro).
 
Pelo meio, vão participar em Maio na Taça das Nações (Turquia) e, eventualmente, no BPT Elite16 de Espinho.
Beatriz Pinheiro e Inês Castro iniciam amanhã, no Centro de Alto Rendimento de Voleibol de Praia (CARVP) da Federação Portuguesa de Voleibol, um estágio em conjunto com as italianas Giulia Rastelli e Anna Dalmazzo.
 
Giulia Rastelli, jogadora de Voleibol de Praia mas que também actua no Polonia SideOut London, equipa do campeonato inglês de Voleibol indoor, já teve a oportunidade de realizar um estágio em conjunto com as internacionais portuguesas, mais concretamente em Novembro de 2022, quando veio ao nosso País acompanhada da britânica Katie Keefe.
 
Será o segundo training camp das bicampeãs portuguesas a realizar este ano, depois da visita, em Fevereiro, de Katie Barbour/Rachel Morrison, a dupla n.º 1 da Escócia.
A primeira competição de Beatriz e Inês é a CEV Beach Volley Nations Cup 2024 (Taça das Nações de Voleibol de Praia), uma competição agendada para 10 a 12 de Maio, em Bibinje, na Croácia, estando as bicampeãs portuguesas inseridas na Pool D, onde terão a concorrência da Croácia, Ucrânia, Escócia, Hungria e Bélgica.
 
Esta edição da CEV Beach Volley Nations Cup ganha ainda mais importância pois representa um dos caminhos pelos quais um país poderá garantir uma (muito cobiçada) presença nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.
 
Seguir-se-ão as competições do Circuito Mundial de Voleibol de Praia (FIVB Beach Pro Tour), nomeadamente as etapas de BPT Futures, sendo de recordar que, entre 22 e 26 de Maio, o Beach Pro Tour Elite16 de Espinho vai trazer ao nosso País as melhores duplas mundiais de femininos e de masculinos de Voleibol de Praia do Calendário do Circuito Mundial de Voleibol de Praia 2024 – ano olímpico – da Federação Internacional de Voleibol (FIVB).
 
O Centro de Alto Rendimento de Voleibol de Praia (CARVP) da Federação Portuguesa de Voleibol, localizado em Cortegaça, é uma instalação desportiva dotada das melhores condições para a prática do Voleibol de Praia que recebeu já as finais de Campeonatos Nacionais de Voleibol de Praia, bem do Campeonato de Veteranos e estágios das duplas de Itália, Grã-Bretanha, Israel, Venezuela, Inglaterra, Paraguai ou Cabo Verde e etapas dos circuitos internacionais de Voleibol de Praia.
 

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quarta-feira, 12 de junho de 2024 – 22:31:07

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