A obra do Rui marcou todo meu percurso de vida aqui... Como actriz, o seu trabalho sempre me fascinou...
O Rui é uma espécie de compositor encenador, ele cria um cenário musical para as letras...
Depois de fazer o espectáculo Chico em Pessoa, não resisti em fazer o "Rui Veloso, em Jeito de Bossa".
(Valéria Carvalho)
Alinhamento:
1 – Primeiro Beijo
2 – Todo o Tempo do Mundo
3 – Porto Sentido
4 – Jura
5 – Canção de Alterne
6 – Regras da Sensatez
7 – Fado do Ladrão Enamorado
8 – Não queiras saber de mim
9 – Pequena Dor
10 – Fado Pessoano
Biografia
Nascida no estado de Minas Gerais, Brasil, na pequena cidade de Formiga, Valéria Carvalho é criada no universo mágico do único cinema da cidade, o Cine Glória, cujo proprietário era o seu avô paterno.
Enquanto o seu pai projeta os filmes e a sua mãe gere a Bomboniere, Valéria cresce cantando e dançando pelos corredores do salão assistindo a todos os filmes, à época ainda sem censura.
Reconhecida hoje como uma artista multifacetada e conhecida do grande público, graças ao seu trabalho na TV, Teatro e Cinema, integra actualmente o elenco principal da novela “Espelho d’ Água”, em exibição na SIC, encontrando-se simultaneamente em digressão com o espetáculo de lançamento do seu primeiro álbum “Rui em jeito de Bossa”.
A Dança e a Música são a sua primeira forma de expressão artística.
Aos 15 anos de idade descobre o violão, instrumento que a acompanha desde então, e é nesse mesmo ano, ainda em Belo Horizonte, que ingressa no corpo de baile da Cia Maurício Tobias.
Aos 18 anos, profissionaliza-se como bailarina através da SATED, passando a integrar também o seu corpo docente.
Depois de frequentar a Faculdade de Educação Física pela UFMG, em Dezembro do ano de 1990, decide partir para Portugal à aventura, levando consigo, apenas, uma mochila cheia de sonhos.
É aqui que a sua carreira artística profissional desabrocha e permanece até os dias de hoje.
Chegando à cidade do Porto, no Ginásio Gimnoarte, começa a dar aulas de dança e expressão corporal, onde é convidada a participar no programa “Bom Dia”, da RTP, uma rubrica diária onde orienta uma série de animadas aulas de dança para um grupo de crianças, iniciando assim uma longa carreira na TV portuguesa.
Em Lisboa, como bailarina, integra o corpo de baile de diversos programas de TV, entre os quais “Destino x”, “Queridos Inimigos", “Marina D. Revista”, “Era uma Vez", “Casa de Artistas", “Chuva de Estrelas”, “Furor”, “Canções da nossa vida", “Ri-te, Ri-te”, "Um sarilho chamado Marina", “Tic-Tac”, “Sábado à noite”, “Santa Casa", inúmeras galas e espectáculos como “Lisboa meu amor” ou “Bora para o Parque”, tendo chegado a coreografar a revista “Já viram isto”, com autoria e direção de Francisco Nicholson, no lendário Parque Mayer.
Paralelamente, inicia a sua formação como atriz e dá os primeiros passos na área da interpretação, fazendo pequenas participações. Vencendo enfim a limitação do sotaque, consegue, em 2001, nas novelas “Ganância” (SIC) e “O Olhar da Serpente" (SIC), os seus primeiros trabalhos como atriz, mas é sem dúvida a série cómica “Não há pai” (SIC) a rampa de lançamento que lhe traz o reconhecimento do grande público com a inesquecível personagem “Juraci”.
A seguir, trabalha como atriz em inúmeros programas e séries televisivas, como “SIC 10 Horas” e “As Duas Por Três” - SIC, “Maré Alta" - SIC , “Levanta-te e Ri” (stand up comedy)- SIC , “Câmara Café” - RTP1, “Galas de Inverno e Primavera” - SIC, “Pastéis de Natas” - RTP2, “Cenas do Casamento" – SIC, “Os Compadres” - RTP, "A sagrada família" – RTP, contando ainda com uma participação especial na novela “Belmonte” – TVI, e a apresentação em direto do programa “GRP”, na TV Record.
Encontra o cinema graças ao convite do realizador Leonel Vieira para participar no filme “A arte de Roubar”.
Em 2004, decide fazer uma pausa da televisão e co-funda a Companhia de Actores, onde permanece por 8 anos, atuando e co-produzindo as suas próprias peças: “Cenas Suburbanas”, de Nelson Rodrigues, no CCB, Teatro Ramo Grande, nos Açores, e Teatro Municipal de Bragança, com encenação de António Terra.
No MITO (Mostra internacional de Teatro de Oeiras), estreia "Viver é raso," com encenação de Amaury Tangará, e “ONNI Objecto Náutico não identificado", com encenação de John Mowat, mantendo-se em cena em três festivais internacionais: “Entre MITOS”, em Oeiras; Festival de Tondela; Festival da Covilhã; e ainda, em temporada, no Chapitô em Lisboa.
Os espetáculos “Espírito da Poesia” e o show infantil “Pirlimpimpim”, da CDA, contaram com duas edições em Oeiras.
Sucedem-se então “As mentiras que os homens contam", de Luís Fernando Veríssimo, em cena no Teatro Tivoli em Lisboa e no Coliseu do Porto; o espetáculo “A Mala”, na box nova do CCB, com encenação de Beatriz Cantinho; e os musicais “Meias de Seda”, com encenação de António Terra; e “Crença”, com encenação própria, em cena no Teatro Municipal de Bragança, no Santiago Alquimista, no Maxime, em Lisboa, na Associação 18 de Maio e no Teatro Amélia Rey Colaço, em Algés.
Em 2012, decide sair da CDA para seguir o seu caminho independente e produz o monólogo “Chico em Pessoa”, com textos de Chico Buarque e Fernando Pessoa, sob encenação de Carlos Paulo, cuja temporada estreia com grande êxito no Teatro da Comuna, em Lisboa, no Centro Cultural Olga Cadaval, no Festival Amo Teatro, na Madeira, no Teatro da Malaposta, no Teatro da Luz, ambos em Lisboa, no Festival Multilingual School, na Madeira, no Centro Cultural de Loulé e no Festival Mindelact de Cabo Verde.
No teatro São Luís, sob a encenação de João Brites, integra, juntamente com o Teatro “O Bando”, o elenco de “Em Brasa”.
O espectáculo infantil "Pequenas Histórias" foi a sua primeira encenação, seguida de “A última história de Capuchinho Vermelho", ambos no Teatro Amélia Rey Colaço, e do espectáculo "BrinCadeiras", na Mostra Internacional de Oeiras.
Concebe, dirige e produz o "Projecto Oeiras Pro" (Encontro de Parceiros sociais da Microsoft), assim como o espectáculo de natal comunitário “O Caminho para Belém”, em Algés, envolvendo mais de 250 pessoas da comunidade.
Em 2013, ao lado de Ana Brito e Cunha, estreia dois espectáculos infantis "Um anjinho tropical" e "Mãe Amizade", assim como a comédia musical “Shot de Valeriana”, com encenação de Jaime Aragão da Rocha, em temporada no Teatro do Bairro e no Teatro Villaret, ambos em Lisboa.
Em 2014, no Centro Cultural Olga Cadaval, estreia “Rui, em jeito de Bossa”, o espetáculo que contau com a participação e direção musical do grande pianista brasileiro Luiz Avellar, e dá origem ao seu primeiro álbum.
Em 2015, cria e funda, juntamente com Denise Bernstein e Inês Torres da Silva, a associação Casa da Língua Portuguesa, onde desenvolve vários projetos no âmbito da interculturalidade, entre eles a produção televisiva do programa “Estamos Juntos”, exibido pela TV Brasil, RTP e Afro Music Channel. Ainda em 2015, estreia o espetáculo musical “Sentinela”, em duo com o músico português Marco Santos, no Festival de Economia Criativa na Madeira, baseado em textos e temas originas de ambos.
Em 2016, estreia a peça “O sofá, a mamã e eu”, ao lado do ator João Pedro Carvalho Lima, encenado pelo italiano Lamberto Carrozi, em temporada na Fundação Portuguesa das Comunicações em Lisboa.
Desde 2004, vem desenvolvendo trabalhos de intervenção artística na área social, designadamente no Projecto Ampliarte, nos bairros de Outurela - Portela e Navegadores, em Oeiras, e do Projecto Recriando, no Estabelecimento Prisional de Tires