No Dia de Luto Nacional pelas Vítimas de Violência Doméstica, 7 de março, Cascais presta homenagem pública a todos aqueles que, em Portugal, foram vítimas deste crime, criando o primeiro memorial a nível nacional em honra das vítimas de violência doméstica.
Simbólica em tamanho, mas gigante no alerta, a estrutura vai ser inaugurada, às 15h00 de dia 7 março, no Parque Marechal Carmona, com a presença de membros do Executivo da Câmara Municipal de Cascais e de Francisca de Magalhães Barros, ativista desta causa.
Nas redes sociais e com uma coluna de opinião no jornal “Nascer do SOL” (https://sol.sapo.pt/artigo/793308/quantos-abusos-precisam-para-se-darem-conta-que-isto-nao-vai-acabar-), Francisca, que é ela própria sobrevivente de violência doméstica, foi responsável pelo lançamento da petição que reuniu mais de 40.000 assinaturas e que esteve na base da aprovação pelo Parlamento do novo Estatuto da Vítima que passou a incluir crianças que viveram ou assistiram a maus tratos entre os seus pais ou familiares, colmatando uma grave lacuna. A missão é combater as lacunas nas leis e no âmbito das 14 campanhas em que já esteve envolvida até aqui procura “mudar mundos para melhor!”
Parceira em diversas iniciativas da APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.), em que ao longo do todo o ano se trabalha para prevenir novos casos, mas também para apoiar as vítimas, a Câmara Municipal de Cascais assume, assim, uma posição mais vigorosa na denúncia de crimes de violência doméstica.
Anualmente, o memorial vai ser atualizado com os números nacionais para memória futura, mas sobretudo para manter o tema na ordem do dia honrando vítimas e sobreviventes.
Alguns dados: Em 2022 foram registadas mais de 30.000 ocorrências de violência doméstica, 28 destas foram situações de homicídio voluntário. Os programas de integração de agressores são frequentados, em média por 3.000 pessoas.