2º Brevet dos Ran­don­neurs Por­tu­gal

O segundo  Brevet Randonneur Mondial (BRM) organizado pela Ran­don­neurs Por­tu­gal em 2012 decorre dia 14 de Abril, com partida e chegada em Vila Franca de Xira. O início está marcado para as 06:00.
 
A Randonneurs Portugal, representante do Audax Club Parisien em Portugal, com o objetivo de promover a nível nacional os Brevets Randonneurs Mondiaux (BRM), programou um percurso “desafiante” de 300 kms para dar continuidade à serie de Brevets Randonneurs Mondiaux a realizar em Portugal segundo Albano Simões, um dos elementos fundadores da associação.

O 2º Brevet dos Ran­don­neurs Por­tu­gal sai às 06:00, do dia 14 de abril de 2012, do com­plexo de Pisci­nas Munic­i­pais de Vila Franca de Xira, do lugar de Povos que curiosa­mente noutros tem­pos foi municí­pio (com foral do longín­quo ano de 1195).
 
Deixando o rio Tejo para trás e ped­a­lando pela margem sul do rio Tejo, pre­sença habit­ual nos Brevets Ran­don­neurs Mon­di­aux dos Ran­don­neurs Por­tu­gal, apresentam-se os primeiros km do Brevet. Retas e fal­sos planos dom­i­nam os primeiros 28 km, assim como uma berma larga que nos sal­va­guarda do trân­sito, por vezes mais intenso, da EN 10.
Já na EN 119 em direção a Couço, deixando Santo Estevão e Coruche a oeste, con­stata­mos que, mesmo às por­tas de Lis­boa, ainda se con­segue ped­alar em estradas com pouco trân­sito e apre­ciar pais­agens suaves. O per­fil ondu­lante sinal­iza que esta­mos na tran­sição da lezíria rib­ate­jana para o Alentejo.
 
Ao km 74 esta­mos por ter­ras de Couço, uma das maiores fregue­sias (em área) de Por­tu­gal e onde nasce o rio Sor­raia que empresta o nome ao BRM 200 km Tejo-Sorraia-Tejo, bom local para parar para um café e esticar as pernas.
Deixando a vila de Couço e a EN 119 seguimos para oeste por uma “estrad­inha” munic­i­pal que estre­ita numa ponte de out­ros tem­pos para nos deixar pas­sar sobre o rio Sor­raia. Ped­alamos agora pelos lat­ifún­dios da várzea da ribeira de Sor em direção a Ponte de Sor. Pelo cam­inho somos con­tem­pla­dos com uma das mel­hores pais­agens deste BRM — ped­alar uma dezena de km ao longo da margem da bar­ragem de Montargil.
 
Ao km 115, na esper­ança que em abril não sejam “águas mil”, cheg­amos a Ponte de Sor e ao 2º posto de con­trolo do BRM. Retem­per­adas as forças, ainda fal­tam quase 200 km, atrav­es­samos o rio Sor junto à frente ribeir­inha, em direção a Avis. Se ainda não está­va­mos con­ven­ci­dos de que temos estradas sen­sa­cionais para ped­alar por estas par­a­gens, ficamos con­ven­ci­dos ao pas­sar pela bar­ragem do Maran­hão… um bom local para quem gosta de remo.
 
De Avis a Pavia, vila que reen­con­tramos no BRM Pavia 200, é um salto de 20 km e até chegar­mos a Arraio­los outro de igual dis­tân­cia. Como não viemos para com­prar tapetes seguimos, não sem antes apre­ciar o castelo que remonta ao sec. XIV e tro­car um barra energética por um “Pas­tel de Toucinho”.
 
Já ped­alá­mos quase 200 km quando pas­samos junto à aldeia de Nossa Sen­hora da Graça do Divor. Rapidamente estare­mos no 3º posto de con­trolo do BRM, tempo para retem­perar ener­gias, pois é impor­tante chegar a “casa” em boas condições e os últi­mos 100 km tiveram algum relevo.
 
Meia dúzia de km mais à frente, cheg­amos à EN 114. O per­fil rolante e a berma larga do troço até Montemor-o-Novo facilitam-nos a pro­gressão e protegem-nos do trânsito.
 
Ao Km 220 esta­mos em Montemor-o-Novo, outra vila nossa con­hecida de out­ros BRM. Seguimos mais uns km até Ven­das Novas onde há quem não resista a comer uma bifana.
 
Com calo­rias adi­cionais para queimar, e cientes de que já per­cor­re­mos 240 km, con­tin­u­amos pela N 4 em direção a Pegões. Daqui em diante temos de prestar mais atenção à cir­cu­lação automóvel que se inten­si­fica na aprox­i­mação a Vila Franca de Xira.
 
Ao km 257 esta­mos em Pegões e seguimos agora pela EN 10 em direção a Samora Cor­reia para ped­alar os últi­mos km. Cheg­amos ao Porto Alto e à reta do cabo com a pre­caução que o trân­sito neste local exige. Luzes lig­adas, se o “lusco-fusco” nos fizer com­pan­hia, para em segu­rança regres­sar­mos a Vila Franca de Xira de onde saí­mos há 306 km.
 
Abano Simões deixa o repto: “Traga luzes, tra­seira e dianteira, um colete refletor e, fundamental, a sua bicicleta. Com uma previsão meteorológica incerta há que ter atenção à logística individual de forma a material necessária a superar mais este desafio.  O mais importante é vir ped­alar os 300 km do BRM Planícies e Montados 300”.

 

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