Edição de 2018 dedicada a Comunicar para Mobilizar
O II Fórum Nacional para a Diversidade, uma iniciativa da Carta Portuguesa para a Diversidade que visa promover a inclusão dentro das organizações, acontece dia 21 e 22 de novembro, em Póvoa de Lanhoso, e conta com a participação de representantes das cartas europeias.
A região norte do país acolhe a segunda edição do Fórum Nacional para a Diversidade que, durante dois dias, partilhará as boas práticas das 225 organizações signatárias em Portugal bem como a experiência das cartas europeias congéneres, confirmadas pelos representantes da Estónia, Luxemburgo e Polónia.
A sessão de abertura será feita pelo Presidente de Câmara de Póvoa de Lanhoso, Avelino Silva, pelo Presidente da Esposende Ambiente, Paulo Marques, e aguardamos confirmação do Presidente do Conselho de Administração da LIPOR, Aires Pereira.
No dia 21 haverá lugar a uma cerimónia de assinatura da Carta por parte de novas entidades e conta com a presença de Liliane Rocha da Gestão Kairos, uma empresa brasileira dedicada aos temas da Diversidade e Inclusão. O dia 22 prevê um painel dedicado a empresas, oriundas de Portugal, Polónia e Estónia, um painel dedicado ao setor público com participação do CIG (Comissão para a cidadania e Igualdade), ACM (Alto Comissariado para as Migrações), Camaras de Comércio e Municipais dos países envolvidos, e ainda um painel dedicado ao papel do terceiro setor, com participação de instituições de Portugal, Estónia e Luxemburgo.
Para Carla Calado, elemento da Comissão Executiva da Carta Portuguesa para a Diversidade “Esta segunda edição visa dar continuidade à promoção do tema da Diversidade e Inclusão no nosso país e o Núcleo Norte tem feito um trabalho exemplar na angariação de mais entidades signatárias da carta portuguesa para a diversidade, sendo esta edição organizada nesta região, merecidamente”.
A Carta descreve medidas concretas que podem ser tomadas para promover a diversidade e a igualdade de oportunidades no trabalho independentemente da origem cultural, étnica e social, orientação sexual, género, idade, caraterísticas físicas, estilo pessoal e religião.
A Carta Portuguesa para a Diversidade surge em linha com os esforços encetados pela Comissão Europeia e com as prioridades da Estratégia Europa 2020. A discriminação tem sido uma matéria à qual a União Europeia tem dedicado especial atenção, nomeadamente na aplicação do princípio da igualdade de tratamento entre as pessoas, sem distinção de género (Diretiva 2006/54/CE, de 5 de julho de 2006), origem racial ou étnica (Diretiva 2000/43/EC, de 29 de junho de 2000), ou no estabelecimento de um quadro geral de tratamento no emprego e na atividade profissional (Diretiva 2000-78-CE, de 27 de novembro de 2000).
A Carta Portuguesa para a Diversidade conta atualmente com 225 organizações signatárias. A Comissão Executiva tem sido assumida composta pelo Alto Comissariado para as Migrações, Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego, Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e Fundação Aga Khan.