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Motegi frustrante para Miguel Oliveira

O Grande Prémio do Japão, a 14ª ronda do Campeonato do Mundo de MotoGP, começou com um calor pouco usual desde que toda a caravana de MotoGP aterrou na Terra do Sol Nascente. Miguel Oliveira conseguiu boas sensações a bordo da sua Aprilia RS-GP, mas o sentimento geral durante o fim de semana foi de alguma frustração, que culminou na impossibilidade de o herói português ter conseguido finalizar a corrida de Motegi.

 

Sexta-feira com ritmo

No primeiro dia do fim de semana Miguel Oliveira conseguiu encontrar um bom ritmo ao longo dos quase cinco quilómetros do Mobility Resort Motegi. Assinou o 16º melhor tempo na primeira sessão de treinos, tendo estado sobretudo focado em conseguir a melhor configuração para a sua máquina. Já na sessão da tarde, Oliveira falhou por pouco a possibilidade de conseguir a sua volta completa perfeita, devido a bandeiras amarelas lançadas. Tanto o luso como o seu colega de equipa ficaram de fora do top 10 da sessão de treinos de apuramento para a qualificação, no caso de Miguel por apenas 0,056 segundos.

 

Não estou feliz com o dia de hoje. Terminei em 11º e a nossa meta era estar entre os 10 primeiros. Estava a ir bem, mas na última curva não consegui finalizar a minha volta completa perfeita e também me deparei com as bandeiras amarelas. Eu podia ter sido um pouco mais rápido, mas não sei se seria suficiente. Para amanhã [sábado], tentaremos obviamente melhorar especialmente na velocidade de volta única. Quando usei o pneu macio a meio da sessão na configuração de corrida, estive muito perto da minha volta mais rápida, por isso há um grande espaço para melhorias. Temos que juntar tudo para amanhã", referiu o piloto português.

Sprint race como preparação para domingo

Miguel Oliveira, que perdeu uma entrada direta no Q2 por um triz na sessão de treinos de sexta-feira, lutou este sábado para encontrar a mesma confiança. O piloto da Charneca de Caparica concluiu a qualificação na sexta posição, o que significa que teve de alinhar em 16º na grelha de partida. No início da Sprint, perdeu algumas posições nas primeiras curvas, mas voltou ao P16 no final da primeira volta. Após oito voltas, Oliveira passou para P15 e recuperou outra posição na nona volta para terminar em 14º.

Sinceramente, foi dececionante hoje. Tive um pouco mais de ritmo, mas mantive-me atrás de Raul, Augusto (Fernandez) e Franco (Morbidelli), foi preciso um pouco de imaginação para tentar ultrapassar Franco, o que não foi fácil. Finalmente consegui, mas isso reduziu o meu ritmo e estava a esforçar-me para conseguir manter a velocidade. Mas, no geral, foi uma boa preparação para amanhã [domingo]. Sabemos o que precisamos de melhorar na moto em termos de estabilidade a sair das curvas para evitar patinar tanto e tentar largar melhor, e esse é o principal objetivo da corrida de amanhã”, partilhou Miguel Oliveira.

 

DNF para Miguel Oliveira

A chuva intensa e inesperada fez-se notar este domingo, justamente quando a corrida longa do fim de semana, com 24 voltas previstas, estava prestes a começar. Já em formação na grelha de partida, a chuva já se notava pelas equipas e após o arranque, e ao longo da primeira volta, deu-se a possibilidade de os pilotos poderem trocar de motos. A chuva foi aumentando significativamente e literalmente inundou a pista a meio da corrida, de modo que teve de ser interrompida após 12 voltas, sendo demasiado perigoso para os pilotos continuarem.

Miguel Oliveira, que costuma conseguir rapidamente adaptar-se condições de chuva, voltou a mostrar o seu talento. Largou de P16, trocou de moto após a primeira volta e ficou em P11 no final da segunda volta. Progrediu rapidamente no pelotão e já estava em quinto no final da sexta volta, tendo feito outra ultrapassagem para quarto, na sétima volta. Oliveira estava de punho enrolado e a dar tudo, mas a viseira do seu capacete estava a ficar cheia de água, o que o levou a parar no final da volta 12, depois de ter conseguido agarrar uma forte sexta posição antes.

 

Na verdade estava a rodar bem, as transições entre bandeiras [vermelhas] foi tranquila, sem grandes problemas. Troquei de moto e comecei a corrida no molhado e estava a sentir-me bastante competitivo. Depois, com mais chuva senti-me ainda melhor, a moto estava a comportar-se bastante bem. Mas então, três voltas antes de abandonar, comecei a ter dificuldade para ver. Não conseguia ver nada e isso nunca me aconteceu, nem conseguia ver onde ia colocar as rodas. Havia muita água e eu dizia a mim mesmo para ter calma e não desistir. Ainda percorri meia volta, mas a minha corrida terminou. A minha equipa puxou a moto para a garagem, o que complicou a voltar à pista, mas finalmente consegui reiniciar do pit lane, mas a corrida já estava encerrada”, comentou Miguel Oliveira.

 

O português acabou por ser classificado em P18 quando a direção de corrida decidiu que as condições eram demasiado arriscadas para correr. O piloto português da CrytoDATA RNF MotoGP Team teve assim que deixar o Japão sem pontos, mas já está ansioso pela próxima etapa em menos de duas semanas em Lombok, onde venceu o primeiro Grande Prémio da Indonésia no ano passado.

 

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quarta-feira, 12 de junho de 2024 – 21:26:53

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