Favoritos avançam no dia em que Oeiras Open 3 fica sem portugueses

 
Gonçalo Oliveira eliminado em singulares.
 
Cabral e Domingues travado nos pares
 
O Oeiras Open 3 despediu-se, esta quinta-feira, dos últimos representantes nacionais, com Gonçalo Oliveira a ser eliminado na segunda ronda do quadro principal de singulares e Francisco Cabral e João Domingues a despedirem-se nos quartos de final da variante de pares. O torneio do ATP Challenger Tour é organizado pela Federação Portuguesa de Ténis com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras, no Complexo de Ténis do Jamor, entre os dias 19 e 26 de junho.
Depois de passar pelo brasileiro Thomaz Bellucci (ex-21.º) na eliminatória inaugural, Gonçalo Oliveira (351.º classificado no ranking ATP) não conseguiu encontrar soluções para o chileno Nicolas Jarry (129.º que já foi 38.º) e perdeu por 6-3 e 6-3 em apenas 72 minutos.
 
Apoiado numa pancada de serviço muito potente, o sul-americano colocou 72% das primeiras bolas e venceu 91% desses pontos, não dando ao portuense hipóteses de retaliar para lutar por um lugar nos quartos de final, que assim não terão representantes portugueses.
 
“Sabia que seria um encontro que dependeria muitos dos nossos serviços. No meu serviço tinha de fazer por chegar ao tie-break, no dele tinha de esperar que fizesse poucos primeiros serviços, mas ele quase não fez segundos e colocou muita pressão no meu. Houve dois ou três momentos em que tremi e não fiz bem o meu trabalho. Contra estes jogadores sabes que se sofres um break quase perdes o set, não tens grandes hipóteses de voltar nem grande ritmo”, lamentou o portuense, que de Portugal seguirá para a Colômbia.
 
Jarry é o terceiro cabeça de série e terá pela frente o francês Kyrian Jacquet (451.º), que entrou no quadro principal como alternate e depois de deixar pelo caminho o quinto cabeça de série, Evgeny Karlovskiy, eliminou o qualifier Oscar Jose Gutierrez por 6-4 e 6-3 num encontro em que não abriu qualquer janela de oportunidade ao adversário brasileiro.
 
Quem também seguiu em frente foi Facundo Bagnis. Segundo pré-designado fruto do 110.º lugar no ranking ATP, o tenista argentino — que para além das finais no Braga Open e no Lisboa Belém Open em 2019 também participou na decisão do Oeiras Open 125, que perdeu para Carlos Alcaraz — derrotou o espanhol Nikolas Sanchez Izquierdo (279.º) por 6-4 e 6-2 num duelo de sentido único, bem diferente do desafio inaugural com o alemão Lucas Gerch.
 
À procura do 16.º título neste circuito (tem 15 conquistas em 27 finais), Bagnis vai medir forças com o também canhoto Alex Rybakov. Vindo da fase de qualificação, o norte-americano (327.º) surpreendeu, em quase três horas, o suíço Johan Nikles (sétimo cabeça de série e 260.º) com os parciais de 4-6, 6-4 e 6-3.
 
A fechar o dia, Francisco Cabral e João Domingues não conseguiram contrariar o favoritismo dos franceses Sadio Doumbia e Fabien Reboul (primeiros cabeças de série) e apesar da boa réplica perderam pelos parciais de 6-1, 2-6 e 10-6 nos quartos de final da variante de pares, que também ficou sem jogadores “da casa”.
 

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