Liga Mundial: Portugal x Holanda com carácter decisivo

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos vai defrontar, pelas 15h00 de sábado e de domingo, a Holanda, no Centro de Congressos e Desportos de Matosinhos.



Não obstante Portugal ocupar o primeiro lugar na classificação da Poule E, o Seleccionador Nacional continua a manter-se fiel aos seus princípios. Os objectivos delineados são para cumprir e, sem olhar a adversários, os portugueses devem procurar a vitória em todos os jogos.
Conhecido por estudar muito bem os seus oponentes, Hugo Silva prefere concentrar-se na sua própria equipa.



Como é que a Selecção Nacional encara a Holanda, uma equipa que joga o tudo por tudo em Matosinhos?
"Acima de tudo, vamos manter aquilo que sempre defendemos desde o início, que é lutar pela vitória em todos os jogos, dignificar o país e deixar, onde jogarmos, uma boa imagem da modalidade.
Esse é o nosso principal objectivo e temos de estar com os pés bem assentes na terra. Não somos muito melhores do que éramos antes de começar esta edição da Liga Mundial. Houve melhorias, como é óbvio, e é de louvar toda esta evolução e a posição que ocupámos na classificação neste momento, mas não temos de mudar rigorosamente nada.
Os nossos objectivos mantêm-se inalteráveis e, por isso, vão ser mais dois jogos em que iremos lutar pela vitória, com a motivação extra de que se conseguirmos resultados positivos, podemos afastar uma equipa que é candidata, mas não passa disso.
Não é muito bom pensar no que pode ser uma classificação final. Isso é dar um tiro nos pés e fazer com que as coisas não corram naturalmente. E nós temos de deixar que tudo corra naturalmente e chegar ao fim, fazer as contas e ver o que pode dar".



Em termos de resultados, a Holanda tem sido o adversário mais difícil, aquele que tem conseguido sempre disputar o quinto set, mas agora, em casa...
"... Jogar em casa não tem sido benéfico para nós. Tem sido um factor de maior pressão para todos os jogadores e para a equipa.
Estes serão dois jogos bons para reverter essa tendência e mostrarmos o contrário: que o factor casa, se os jogos tiverem muito público a puxar pela equipa, pode ser muito bom para nós e, assim, darmos uma alegria aos apaixonados da modalidade.
Acredito que serão jogos pautados pelo equilíbrio e espero que a discussão até ao último ponto, a acontecer, nos seja favorável”.
 

Quais são os pontos mais fortes dos holandeses?
"Estamos a falar de uma das selecções mais altas do mundo. Praticamente todos os atletas têm mais de dois metros de altura e é, efectivamente, uma equipa com um potencial muito grande a esse nível.
O oposto fez a diferença nos dois jogos contra nós, jogou muito bem na República Checa e é um jogador que desequilibra e que teremos de marcar muito bem no ataque e de segurar no serviço, que também é muito forte. Do meu ponto de vista, Robin Overbeeke é um jogador-chave na manobra da equipa.
Depois, temos os zonas 4, o Jeroen Rauwerdink e o Dick Kooy, que por algum motivo não jogaram o segundo jogo com a República Checa, mas os jogadores [Ter Horst e Van Garderen] que foram chamados a substitui-los mostraram ter o mesmo potencial. São jogadores frescos e motivados para mostrar que o treinador pode contar com eles.
Em relação aos centrais, que já conhecemos e que, não sendo os que mais desequilibram, são jogadores que temos de ter em atenção.
A mudança de distribuidor também vem mexer um bocadinho com aquilo que é o estilo de jogo da Holanda. Van Harskamp é um passador que joga muito mais rápido, com características um bocado diferentes do Nimir, talvez mais imprevisível, mas estamos a estudar qual a melhor estratégia para este jogo e para esta equipa que talvez seja diferente daquela que enfrentámos na Holanda. Uma equipa muito mais forte e que dá a ideia que não tem nada a perder e que quer mostrar o seu valor ao treinador."

 

Os jogadores portugueses partilham da opinião do seu treinador.

Marcel Gil: "Nos próximos jogos, vamos procurar manter a cabeça no sítio e continuar a ser humildes, como o treinador nos pede. Não somos melhores do que ninguém, por termos ganho mais dois jogos, mas isso não impede que ambicionemos ganhar mais jogos, a começar pelos próximos, em Matosinhos".



Ivo Casas: "O nosso principal objectivo continua a ser jogar bem, mas outros objectivos vão aparecendo à medida que vamos jogando e creio que é legítimo aspirarmos sempre a metas mais altas, como a de passar esta poule.
Para isso, teremos de vencer os jogos que faltam e isso só será possível se dermos sempre o nosso melhor".



Ivo Rodrigues: “Vamos aproveitar este bom momento para manter o nosso ritmo e nível de jogo.
O trabalho que temos vindo a realizar tem sido bastante produtivo e espero que os adeptos portugueses também reconheçam esse trabalho e nos premeiem com uma casa cheia em Matosinhos”.

 

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