Liga Mundial - Selecção Nacional enfrenta melhor equipa do grupo

No final do segundo jogo entre a Bélgica e Portugal, disputado em Liège, o seleccionador belga, Dominique Baeyens, reconheceu que “foi uma autêntica batalha física”, referindo-se às dificuldades sentidas pelos auto-apelidados Dragões Vermelhos em vencer os portugueses: 3-2 (25-13, 25-27, 30-28, 23-25 e 15-13).



Novas batalhas desportivas entre estas duas selecções estão já agendadas para sábado e domingo, no Pavilhão Desportivo Municipal da Póvoa de Varzim.
A dupla de arbitragem é formada pelo brasileiro Rogério Espicalski e pelo canadiano Taras Ilkiw. O português Nuno Teixeira é o árbitro de reserva.
Os jogos, que serão transmitidos em directo (17 horas) na Sport TV, serão os terceiro e quarto jogos entre estas duas selecções na Liga Mundial. Nos dois primeiros, a Bélgica venceu por 3-0 e 3-2.



Hugo Silva volta a realçar o papel desempenhado pela Liga Mundial na renovação da Selecção Nacional:
“Estamos a construir uma nova equipa. A atravessar uma fase de aprendizagem, a procurar encontrar as melhores soluções e a melhor ligação possível entre os jogadores que têm jogado mais e vamos continuar envolvidos nessa guerra.
No fim-de-semana, jogamos em casa, diante do nosso público, e todo o apoio é importante, bem como qualquer incentivo é fundamental para tentar ultrapassar as coisas menos boas que têm acontecido”.



E o Seleccionador Nacional dos seniores masculinos não tem dúvidas:
“A Bélgica está em primeiro e é a melhor selecção da nossa poule. Tem uma equipa muito evoluída, com muitos recursos, mas estamos a trabalhar para, de alguma forma, irmos melhorando aquilo que já fizemos no segundo jogo disputado em Liège e penso que com o decorrer do tempo tudo vai ficando mais consolidado”.



Factos & figuras



Curiosamente, ambas as selecções têm uma vitória na Liga Europeia, Portugal em 2010 e a Bélgica três anos depois.
27.º Classificado no Ranking Mundial, Portugal participa pela 12.ª vez na Liga Mundial, competição na qual alcançou já um 5.º lugar (2005).
Actualmente na última posição na Poule E, somou a sua primeira e única vitória até ao momento (3-2) na Holanda, no passado fim-de-semana.
Marco Ferreira concretizou 34 pontos frente à Bélgica, 18 no 1.º jogo e 16 no 2.º. O seu irmão Alexandre ocupa a 5.ª posição nos melhores servidores, com 11 ases, enquanto Ivo Casas aparece nas estatísticas como o 3.º melhor na defesa.



Por seu turno, 20.ª classificada no Ranking FIVB, a Bélgica participa pela segunda vez na Liga Mundial, tendo sido 11.ª no ano passado.
Actual líder da Poule E, sofreu apenas uma derrota (2-3, na Holanda) em oito jogos.
Sam Deroo contabilizou 31 pontos frente a Portugal, 18 no 1.º jogo e 13 no 2.º, e é a estrela da equipa: 2.º melhor pontuador, com 147 pts (o 1.º é o cubano Rolando Cepeda, 176), e 3.º melhor atacante, atrás dos franceses Rouzier e Ngapeth.
Stijn Dejonckheere é o 2.º melhor na defesa nas estatísticas da prova.

 

Alexandre Ferreira, de 23 anos e 2 metros de altura, é um Zona 4 que nas últimas três épocas representou, sucessivamente, as equipas do Castellana Grotte e Trentino Volley, em Itália, e do Ziraat Bankasi, na Turquia, tendo sido, inclusive, considerado o segundo melhor Z4 da forte Liga Turca, nesta última temporada.



Para além da motivação extra que foi a vitória na Holanda, Portugal joga agora perante o seu público. Um apoio muito importante quando se defronta a selecção teoricamente mais forte da Poule E.



“Temos o público a nosso favor e, é verdade, a motivação extra provocada pela nossa primeira vitória na Liga Mundial. Isso não invalida que continuemos a trabalhar com a mesma atitude e intensidade com que treinámos até agora. Apesar de nos termos deparado com bastantes dificuldades, em vários aspectos, creio que estamos no bom caminho e que se continuarmos a trabalhar desta forma os resultados positivos vão acabar por aparecer”, reconhece Alex, acrescentando:
“Teoricamente, a Bélgica é a equipa mais forte e tem demonstrado isso, mas, no segundo jogo que disputámos em Liège, nós também conseguimos tornar mais evidente que somos capazes de lhes fazer frente.
O estudo e análise da equipa está feito e agora é preciso demonstrarmos a mesma atitude e colocarmos em campo tudo aquilo que é necessário, a nível táctico, para defrontar uma equipa tão forte como a Bélgica”.

 

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