A presença do Voleibol de Praia numa edição do maior espectáculo desportivo do mundo é ainda um objectivo tangível e manteria a tradição de Portugal nesta variante do Voleibol, depois das participações da dupla Miguel Maia/João Brenha nos Jogos Olímpicos de 1996 (Atlanta), 2000 (Sydney) e 2004 (Atenas), com a obtenção de dois 4.ºs lugares e um 9.º lugar, e de Maria José Schuller/Cristina Pereira, 9.ªs classificadas no torneio de femininos de Atlanta 1996.
A Selecção Nacional de Voleibol de Praia viaja amanhã, pelas 06h10, via Frankfurt (voo LH 1181), para a cidade suíça de Zug, onde disputará, de 17 a 19 de Maio, as meias-finais da Taça Continental – masculinos, competição que apura o vencedor para os Jogos Olímpicos 2012, a realizar de 27 de Julho a 12 de Agosto de 2012.
A selecção, formada pelos atletas Pedro Rosas, Rui Moreira, João Simões e José Pedrosa, é orientada por Francisco Fidalgo:
“É uma fase decisiva e a única possibilidade de qualificação olímpica. E nós encaramo-la com seriedade e uma grande responsabilidade, sem descurar, como é óbvio, as dificuldades.
Tendo em conta os nossos primeiros adversários (russos) e mesmo os eventuais segundos (suíços), caso tudo nos corra bem no primeiro confronto, resta-nos desfrutar este momento.
Acho que foi brilhante o facto de as duplas portuguesas terem conseguido chegar a esta meia-final da Taça Continental.
Entrámos na competição como outsiders e demonstrámos que as surpresas acontecem. É óbvio que não somos favoritos, pois quase todos os países que estão representados nesta prova têm um maior historial e uma maior aposta no Voleibol de Praia do que nós.
Temos três semanas de preparação, o que é um espaço de tempo curto para fazer uma adaptação ao meio, que é diferente do pavilhão, e também para preparar os atletas para os movimentos técnicos que eles não praticam durante o ano. Por exemplo: não temos nenhum jogador que seja distribuidor nas suas equipas e todos eles vão ter que passar; alguns deles não são receptores e todos eles terão de receber...
É um período curto, mas não nos baixa as expectativas. O facto de termos atingido esta fase dá-nos uma enorme motivação, mas obviamente que nos retira algum favoritismo comparativamente com os nossos adversários, que treinam Voleibol de Praia durante praticamente todo o ano”.
A Taça Continental poderá constituir uma oportunidade de apuramento olímpico para países que não podem fazer uma aposta muito elevada no Voleibol de Praia?
“Este modelo competitivo tinha já acontecido com o apuramento olímpico de uma dupla africana, mas é claro que estendendo-se aos outros continentes torna tudo mais justo e equitativo. E abrem-se também hipóteses para a qualificação de países que, só pelo ranking internacional, teriam muitas dificuldades de apuramento”.
Pelo Centro de Alto Rendimento de Voleibol de Praia, do qual Francisco Fidalgo é o coordenador, têm passado algumas promessas da variante de praia...
“Têm saído jogadores que são ainda muito jovens e que ainda não conseguiram a «emancipação», ou seja, disputarem com regularidade etapas do Circuito Mundial e as grandes provas internacionais.
Temos duplas jovens que têm tido participações pontuais a nível internacional e alguns resultados interessantes, mas ainda não temos ninguém que sistematicamente faça o Circuito Mundial (World Tour) como fazem as melhores duplas do mundo e como fez Portugal com algumas duplas no passado.
Os nossos atletas ainda não atingiram essa capacidade, quer a nível desportivo quer, sobretudo, a nível de autonomia financeira e económica, que lhes permitisse enveredar por um percurso que é muito dispendioso e implica um investimento muito grande a todos os níveis.
Temos atletas promissores e com um potencial elevado, mas claro que a opção por se dividirem entre o Indoor e a praia praticamente inviabiliza uma ambição maior”.
A Selecção Nacional de Voleibol de Praia viaja amanhã, pelas 06h10, via Frankfurt (voo LH 1181), para a cidade suíça de Zug, onde disputará, de 17 a 19 de Maio, as meias-finais da Taça Continental – masculinos, competição que apura o vencedor para os Jogos Olímpicos 2012, a realizar de 27 de Julho a 12 de Agosto de 2012.
A selecção, formada pelos atletas Pedro Rosas, Rui Moreira, João Simões e José Pedrosa, é orientada por Francisco Fidalgo:
“É uma fase decisiva e a única possibilidade de qualificação olímpica. E nós encaramo-la com seriedade e uma grande responsabilidade, sem descurar, como é óbvio, as dificuldades.
Tendo em conta os nossos primeiros adversários (russos) e mesmo os eventuais segundos (suíços), caso tudo nos corra bem no primeiro confronto, resta-nos desfrutar este momento.
Acho que foi brilhante o facto de as duplas portuguesas terem conseguido chegar a esta meia-final da Taça Continental.
Entrámos na competição como outsiders e demonstrámos que as surpresas acontecem. É óbvio que não somos favoritos, pois quase todos os países que estão representados nesta prova têm um maior historial e uma maior aposta no Voleibol de Praia do que nós.
Temos três semanas de preparação, o que é um espaço de tempo curto para fazer uma adaptação ao meio, que é diferente do pavilhão, e também para preparar os atletas para os movimentos técnicos que eles não praticam durante o ano. Por exemplo: não temos nenhum jogador que seja distribuidor nas suas equipas e todos eles vão ter que passar; alguns deles não são receptores e todos eles terão de receber...
É um período curto, mas não nos baixa as expectativas. O facto de termos atingido esta fase dá-nos uma enorme motivação, mas obviamente que nos retira algum favoritismo comparativamente com os nossos adversários, que treinam Voleibol de Praia durante praticamente todo o ano”.
A Taça Continental poderá constituir uma oportunidade de apuramento olímpico para países que não podem fazer uma aposta muito elevada no Voleibol de Praia?
“Este modelo competitivo tinha já acontecido com o apuramento olímpico de uma dupla africana, mas é claro que estendendo-se aos outros continentes torna tudo mais justo e equitativo. E abrem-se também hipóteses para a qualificação de países que, só pelo ranking internacional, teriam muitas dificuldades de apuramento”.
Pelo Centro de Alto Rendimento de Voleibol de Praia, do qual Francisco Fidalgo é o coordenador, têm passado algumas promessas da variante de praia...
“Têm saído jogadores que são ainda muito jovens e que ainda não conseguiram a «emancipação», ou seja, disputarem com regularidade etapas do Circuito Mundial e as grandes provas internacionais.
Temos duplas jovens que têm tido participações pontuais a nível internacional e alguns resultados interessantes, mas ainda não temos ninguém que sistematicamente faça o Circuito Mundial (World Tour) como fazem as melhores duplas do mundo e como fez Portugal com algumas duplas no passado.
Os nossos atletas ainda não atingiram essa capacidade, quer a nível desportivo quer, sobretudo, a nível de autonomia financeira e económica, que lhes permitisse enveredar por um percurso que é muito dispendioso e implica um investimento muito grande a todos os níveis.
Temos atletas promissores e com um potencial elevado, mas claro que a opção por se dividirem entre o Indoor e a praia praticamente inviabiliza uma ambição maior”.
AS DUPLAS NACIONAIS NA TAÇA CONTINENTAL
Na Meia-Final da Taça Continental de Voleibol de Praia, Pedro Rosas, 32 anos e 193 centímetros de altura, fará dupla com Rui Moreira (23 anos, 189 cm), enquanto João Simões (25 anos, 194 cm) jogará com José Pedrosa (34 anos, 187 cm).
Na cidade helvética de Zug, a Selecção Nacional terá de defrontar adversários poderosos, como as duplas russas, suíças, norueguesas e italianas ou as ucranianas, checas e gregas.
Os primeiros adversários dos portugueses serão os russos.
Na cidade helvética de Zug, a Selecção Nacional terá de defrontar adversários poderosos, como as duplas russas, suíças, norueguesas e italianas ou as ucranianas, checas e gregas.
Os primeiros adversários dos portugueses serão os russos.
Pedro Rosas / Rui Moreira
Pedro Rosas estreou-se no Circuito Mundial em 1999, tendo conseguido o 5.º lugar no Open de Marselha (França), em 2008, e no Open de Kristiansand (Noruega), em 2009. Sagrou-se campeão nacional em 2005 e 2007 e foi vice-campeão nacional em 2002, 2004 e 2006.
“Vai ser muito difícil, pois vamos defrontar as primeiras duplas do ranking da prova (Rússia), mas nós acreditamos que poderemos causar alguma surpresa.
É nisso que vamos apostar, até porque começámos a treinar há pouco tempo, devido ao Campeonato Nacional de Indoor, e teremos de enfrentar duplas que se dedicam exclusivamente ao Voleibol de Praia, quando nós temos de conciliar a praia com o pavilhão.
Numa competição como esta, ou se ganha ou estamos completamente arrumados. Não há meio-termo e hipóteses de recuperar como nalgumas etapas do World Tour.
Tentamos encarar a Taça Continental sem pressão nenhuma, até porque somos «outsiders», e procuraremos dar o nosso máximo e, se possível, ganhar.
Nós deveríamos estar a jogar só Voleibol de Praia a tempo inteiro, tal como os nossos adversários.
Há países que têm muitos apoios, enquanto nós somos obrigados a orientar-nos com o apoio dos nossos patrocinadores e da Federação, mas é muito complicado fazer só Voleibol de Praia”.
Rui Moreira é o Sub-23 português com mais experiência a nível internacional, constando do seu currículo o 9.º lugar no Europeu de Sub-23 (em 2011 e 2010), o 9.º lugar no Europeu de Sub-18 (2006), o 17.º lugar no Mundial de Sub-19 (2007), o 13.º lugar no Europeu de Sub-23 (2008) e a vitória no torneio turco Meydan Beach Volleyball Exibition Tournament 2010.
“Estamos muito empenhados nesta competição. Trabalhámos pouco em termos de tempo, mas muito a nível de intensidade para atingir esta fase.
Saí há apenas uma semana do pavilhão, mas prometo que vou dar o meu melhor.
A Rússia tem uma selecção forte e muito complicada de defrontar.
Já é tempo de os nossos adversários nos darem valor, mas o facto de não sermos os favoritos pode jogar a nosso favor, como aconteceu nas fases anteriores, quando o facto de sermos «outsiders» nos permitiu surpreender muita gente e provocar o afastamento de algumas selecções que teoricamente poderiam ser superiores.
Penso que a presença nos Jogos Olímpicos povoa os sonhos de qualquer atleta, seja qual for a modalidade que pratique. No meu caso, isso seria ouro sobre azul em relação a esta época na qual me sagrei campeão nacional de indoor. Esse título foi conseguido com muito trabalho e união e creio que essas características serão muito importantes nesta competição de Voleibol de Praia.
Tivemos uma dupla que foi o expoente máximo nacional em termos de Voleibol de Praia e temos de reconhecer o valor do Miguel Maia e do João Brenha. A dupla constituiu um exemplo que todos devem fazer o possível por seguir”.
“Vai ser muito difícil, pois vamos defrontar as primeiras duplas do ranking da prova (Rússia), mas nós acreditamos que poderemos causar alguma surpresa.
É nisso que vamos apostar, até porque começámos a treinar há pouco tempo, devido ao Campeonato Nacional de Indoor, e teremos de enfrentar duplas que se dedicam exclusivamente ao Voleibol de Praia, quando nós temos de conciliar a praia com o pavilhão.
Numa competição como esta, ou se ganha ou estamos completamente arrumados. Não há meio-termo e hipóteses de recuperar como nalgumas etapas do World Tour.
Tentamos encarar a Taça Continental sem pressão nenhuma, até porque somos «outsiders», e procuraremos dar o nosso máximo e, se possível, ganhar.
Nós deveríamos estar a jogar só Voleibol de Praia a tempo inteiro, tal como os nossos adversários.
Há países que têm muitos apoios, enquanto nós somos obrigados a orientar-nos com o apoio dos nossos patrocinadores e da Federação, mas é muito complicado fazer só Voleibol de Praia”.
Rui Moreira é o Sub-23 português com mais experiência a nível internacional, constando do seu currículo o 9.º lugar no Europeu de Sub-23 (em 2011 e 2010), o 9.º lugar no Europeu de Sub-18 (2006), o 17.º lugar no Mundial de Sub-19 (2007), o 13.º lugar no Europeu de Sub-23 (2008) e a vitória no torneio turco Meydan Beach Volleyball Exibition Tournament 2010.
“Estamos muito empenhados nesta competição. Trabalhámos pouco em termos de tempo, mas muito a nível de intensidade para atingir esta fase.
Saí há apenas uma semana do pavilhão, mas prometo que vou dar o meu melhor.
A Rússia tem uma selecção forte e muito complicada de defrontar.
Já é tempo de os nossos adversários nos darem valor, mas o facto de não sermos os favoritos pode jogar a nosso favor, como aconteceu nas fases anteriores, quando o facto de sermos «outsiders» nos permitiu surpreender muita gente e provocar o afastamento de algumas selecções que teoricamente poderiam ser superiores.
Penso que a presença nos Jogos Olímpicos povoa os sonhos de qualquer atleta, seja qual for a modalidade que pratique. No meu caso, isso seria ouro sobre azul em relação a esta época na qual me sagrei campeão nacional de indoor. Esse título foi conseguido com muito trabalho e união e creio que essas características serão muito importantes nesta competição de Voleibol de Praia.
Tivemos uma dupla que foi o expoente máximo nacional em termos de Voleibol de Praia e temos de reconhecer o valor do Miguel Maia e do João Brenha. A dupla constituiu um exemplo que todos devem fazer o possível por seguir”.
José Pedrosa / Rui Moreira
José Pedrosa disputa o Circuito Mundial de Voleibol de Praia (World Tour) desde 1997. Entre outros resultados relevantes, foi campeão europeu de Sub-23, em 2001, vencedor de 5 Campeonatos Nacionais de Voleibol de Praia, em 1999, 2004, 2005, 2007 e 2009, e medalha de ouro e de prata nos Jogos da Lusofonia, respectivamente em 2009 e 2006.
“Vamos procurar fazer o nosso melhor, esperando que o nosso melhor seja, primeiro do que tudo, o suficiente para conseguirmos equilibrar com a Rússia. Se equilibrarmos com a Rússia, pode ser que consigamos ultrapassar os primeiros jogos, que vão ser os mais importantes de todos.
A nossa preparação é aquela que é possível, mas acima de tudo é tentar prolongar mais uma vez a nossa participação com uma motivação que nos permitiu superar duas fases. Nesta terceira fase, gostaríamos de, pelo menos, passar a primeira eliminatória. A partir daí, logo se vê...
Somos número oito e vamos defrontar o seed número um; tudo nos é desfavorável, mas vamos jogar com calma, estabelecendo os nossos objectivos passo a passo.
Em relação às duplas russas, conheço bem o Barsouk, mas eles também não nos conhecem profundamente, talvez mais a mim e ao Pedro [Rosas] quando jogávamos juntos, mas pouco mais.
A parte mais importante é que estamos inseridos numa conjuntura que me agrada e que já deveríamos ter feito há mais tempo: jogar com dois atletas mais experientes a formar dupla com dois atletas mais jovens. E esses mais experientes devem ajudar a formar os mais novos para que eles se unam mais tarde e voltem a representar Portugal.
O nosso papel é formar atletas, para haver uma reciclagem e todo este trabalho não morrer.
É também com esse intuito que devemos participar nesta Taça Continental...
Vamos a ver o que esta prova dará em termos de futuro. Para já, é uma prova pioneira, ainda está muito fresca, e há várias interrogações, mas acima de tudo, e apesar das debilidades, temos de fazer valer os nossos pergaminhos na modalidade”.
João Simões conseguiu um 13.º lugar no Europeu de Sub-23 (2008), tendo participado em algumas etapas do Circuito Mundial, em 2009 (com Rui Moreira), 2010 (Nélson Brízida) e 2011 (José Pedrosa).
“Vai ser uma competição complicada, pois o nosso grupo é muito forte. Logo no primeiro jogo, teremos de defrontar a Rússia, representada por duas duplas que fazem o Circuito Mundial.
Temos treinado dentro das possibilidades. Sabemos que Portugal, a nível de condições meteorológicas, não é o melhor, mas estamos confiantes, embora conscientes da dificuldade dos jogos que teremos de disputar.
Quando participámos na 1.ª etapa desta qualificação olímpica, confesso que não estava com muita esperança, pois sabia que teríamos de defrontar duplas que faziam o Circuito Mundial e, como tal, seriam muito fortes e experientes, para além de estarem mais bem preparadas do que nós, pois treinavam e jogavam Voleibol de Praia ao longo de praticamente todo o ano.
Mas também sabíamos que não tínhamos nada a perder, pelo que a pressão estaria do lado deles. Por outro lado, também tínhamos alguma qualidade e, com tal, poderíamos vir a ganhar alguns jogos e foi com esse espírito que nos apresentamos em Zrece e conseguimos o apuramento para a segunda fase.
Agora, chegar até a esta meia-final é já uma grande vitória. E estamos aqui para, se possível, irmos ainda mais longe.
Eu e o Rui defrontámos, no Europeu de Sub-23, realizado em 2008, em Espinho, uma das duplas russas e, na altura, ganhámos, conseguindo uma boa surpresa. Esperamos que isso venha a repetir-se”.
Rui Carvalho, árbitro que vai estar presente no torneio olímpico de Voleibol de Praia em Londres 2012, fez questão de acompanhar a preparação das duplas nacionais:
“Seria óptimo para o país, para os atletas e para Voleibol de Praia português ter uma dupla apurado para os Jogos Olímpicos.
Seria ouro sobre azul e espero que consigam, embora tenha consciência de que é uma competição difícil, mas acredito que estes atletas possam vir a conseguir bons resultados e, quem sabe, atingir o apuramento”.
Até viajar para a capital inglesa, Rui Carvalho vai ainda estar presente nas seguintes etapas do Circuito Mundial de Voleibol de Praia (FIVB Beach Volley Swatch World Tour):
21.Maio.2012 - 28.Mai.2012 (Open de Praga, República Checa)
5.Junho.2012 - 13.Jun.2012 (Grand Slam de Moscovo, Rússia)
24.Junho.2012 - 02.Jul.2012 (Grand Slam de Stavanger, Noruega)
8.Julho.2012 - 16.Jul.2012 (Grand Slam de Berlim, Alemanha)
Por seu turno, José Casanova, ex-árbitro internacional, estará nos Jogos Olímpicos pela quarta vez consecutiva, após ter estado presente em Sydney, Atenas e Pequim, na qualidade de Presidente do Comité de Arbitragem para o Voleibol de Praia.
“Vamos procurar fazer o nosso melhor, esperando que o nosso melhor seja, primeiro do que tudo, o suficiente para conseguirmos equilibrar com a Rússia. Se equilibrarmos com a Rússia, pode ser que consigamos ultrapassar os primeiros jogos, que vão ser os mais importantes de todos.
A nossa preparação é aquela que é possível, mas acima de tudo é tentar prolongar mais uma vez a nossa participação com uma motivação que nos permitiu superar duas fases. Nesta terceira fase, gostaríamos de, pelo menos, passar a primeira eliminatória. A partir daí, logo se vê...
Somos número oito e vamos defrontar o seed número um; tudo nos é desfavorável, mas vamos jogar com calma, estabelecendo os nossos objectivos passo a passo.
Em relação às duplas russas, conheço bem o Barsouk, mas eles também não nos conhecem profundamente, talvez mais a mim e ao Pedro [Rosas] quando jogávamos juntos, mas pouco mais.
A parte mais importante é que estamos inseridos numa conjuntura que me agrada e que já deveríamos ter feito há mais tempo: jogar com dois atletas mais experientes a formar dupla com dois atletas mais jovens. E esses mais experientes devem ajudar a formar os mais novos para que eles se unam mais tarde e voltem a representar Portugal.
O nosso papel é formar atletas, para haver uma reciclagem e todo este trabalho não morrer.
É também com esse intuito que devemos participar nesta Taça Continental...
Vamos a ver o que esta prova dará em termos de futuro. Para já, é uma prova pioneira, ainda está muito fresca, e há várias interrogações, mas acima de tudo, e apesar das debilidades, temos de fazer valer os nossos pergaminhos na modalidade”.
João Simões conseguiu um 13.º lugar no Europeu de Sub-23 (2008), tendo participado em algumas etapas do Circuito Mundial, em 2009 (com Rui Moreira), 2010 (Nélson Brízida) e 2011 (José Pedrosa).
“Vai ser uma competição complicada, pois o nosso grupo é muito forte. Logo no primeiro jogo, teremos de defrontar a Rússia, representada por duas duplas que fazem o Circuito Mundial.
Temos treinado dentro das possibilidades. Sabemos que Portugal, a nível de condições meteorológicas, não é o melhor, mas estamos confiantes, embora conscientes da dificuldade dos jogos que teremos de disputar.
Quando participámos na 1.ª etapa desta qualificação olímpica, confesso que não estava com muita esperança, pois sabia que teríamos de defrontar duplas que faziam o Circuito Mundial e, como tal, seriam muito fortes e experientes, para além de estarem mais bem preparadas do que nós, pois treinavam e jogavam Voleibol de Praia ao longo de praticamente todo o ano.
Mas também sabíamos que não tínhamos nada a perder, pelo que a pressão estaria do lado deles. Por outro lado, também tínhamos alguma qualidade e, com tal, poderíamos vir a ganhar alguns jogos e foi com esse espírito que nos apresentamos em Zrece e conseguimos o apuramento para a segunda fase.
Agora, chegar até a esta meia-final é já uma grande vitória. E estamos aqui para, se possível, irmos ainda mais longe.
Eu e o Rui defrontámos, no Europeu de Sub-23, realizado em 2008, em Espinho, uma das duplas russas e, na altura, ganhámos, conseguindo uma boa surpresa. Esperamos que isso venha a repetir-se”.
Rui Carvalho, árbitro que vai estar presente no torneio olímpico de Voleibol de Praia em Londres 2012, fez questão de acompanhar a preparação das duplas nacionais:
“Seria óptimo para o país, para os atletas e para Voleibol de Praia português ter uma dupla apurado para os Jogos Olímpicos.
Seria ouro sobre azul e espero que consigam, embora tenha consciência de que é uma competição difícil, mas acredito que estes atletas possam vir a conseguir bons resultados e, quem sabe, atingir o apuramento”.
Até viajar para a capital inglesa, Rui Carvalho vai ainda estar presente nas seguintes etapas do Circuito Mundial de Voleibol de Praia (FIVB Beach Volley Swatch World Tour):
21.Maio.2012 - 28.Mai.2012 (Open de Praga, República Checa)
5.Junho.2012 - 13.Jun.2012 (Grand Slam de Moscovo, Rússia)
24.Junho.2012 - 02.Jul.2012 (Grand Slam de Stavanger, Noruega)
8.Julho.2012 - 16.Jul.2012 (Grand Slam de Berlim, Alemanha)
Por seu turno, José Casanova, ex-árbitro internacional, estará nos Jogos Olímpicos pela quarta vez consecutiva, após ter estado presente em Sydney, Atenas e Pequim, na qualidade de Presidente do Comité de Arbitragem para o Voleibol de Praia.
O percurso dos portugueses na Taça Continental
Portugal conseguiu o apuramento para as meias-finais ao derrotar, por 3-2, a Roménia no jogo de atribuição dos 5.º e 6.º lugares da Poule C da Fase Zonal da Taça Continental de Voleibol de Praia, disputada em Copenhaga, capital da Dinamarca, no ano passado.
As duplas lusas apuraram-se para a Fase Zonal ao vencerem, por 3-1, a Eslovénia, resultado que lhes permitiu assegurar o 3.º lugar final na Poule B da Fase Sub-Zonal Europeia, disputada em Setembro de 2010 na cidade eslovena de Zrece.
Com 32 Federações Nacionais inscritas, a Taça Continental compreende oito torneios de masculinos e de femininos, cada um disputado por um máximo de quatro países (cada país participa com duas duplas de masculinos e duas de femininos).
Os torneios são disputados segundo a fórmula de «país contra país» e à melhor de cinco vitórias.
No caso de haver igualdade, após terem sido realizados 4 jogos, será disputado o «Golden Set», por equipas escolhidas pelo respectivo Chefe de Delegação/Capitão de Equipa.
Os três países primeiros classificados em cada torneio qualificaram-se para a Fase Zonal, à qual se segue agora a Fase Final, que definirá o vencedor da Taça do Continente Europeu.
Os vencedores das cinco Taças Continentais de Voleibol de Praia, resultantes dos torneios realizados nos cinco continentes, qualificar-se-ão directamente para os Jogos Olímpicos de Londres 2012.
As duplas lusas apuraram-se para a Fase Zonal ao vencerem, por 3-1, a Eslovénia, resultado que lhes permitiu assegurar o 3.º lugar final na Poule B da Fase Sub-Zonal Europeia, disputada em Setembro de 2010 na cidade eslovena de Zrece.
Com 32 Federações Nacionais inscritas, a Taça Continental compreende oito torneios de masculinos e de femininos, cada um disputado por um máximo de quatro países (cada país participa com duas duplas de masculinos e duas de femininos).
Os torneios são disputados segundo a fórmula de «país contra país» e à melhor de cinco vitórias.
No caso de haver igualdade, após terem sido realizados 4 jogos, será disputado o «Golden Set», por equipas escolhidas pelo respectivo Chefe de Delegação/Capitão de Equipa.
Os três países primeiros classificados em cada torneio qualificaram-se para a Fase Zonal, à qual se segue agora a Fase Final, que definirá o vencedor da Taça do Continente Europeu.
Os vencedores das cinco Taças Continentais de Voleibol de Praia, resultantes dos torneios realizados nos cinco continentes, qualificar-se-ão directamente para os Jogos Olímpicos de Londres 2012.