
A Ucrânia venceu hoje a Selecção Nacional de Seniores Femininos, orientada por Hugo Silva, no Pavilhão Desportivo Municipal de Santo Tirso, e garantiu o apuramento para o Campeonato da Europa 2023.
Embora estejam ainda por disputar duas jornadas da Pool C, Portugal, mesmo vencendo os dois jogos e elevando para três o número de vitórias, conseguiria somar no máximo 9 pontos, insuficientes para os actuais 11 e 10 pontos, respectivamente, da Ucrânia e da Hungria.
Não foi certamente por falta de entusiasmo e do incentivo do público – que praticamente encheu o pavilhão e se mostrou sempre incansável no apoio incondicional que dispensou à selecção de todos nós – que as portuguesas não conseguiram dar mais luta. O facto é que defrontaram uma equipa compacta no seu colectivo, onde sobressaem no entanto três jogadoras de grande nível e de elevado poder de concretização.
Após a recepção ao Chipre (7 de Setembro) em Santo Tirso, Portugal terminará a participação na Pool C da Fase de Qualificação para o Europeu 2023 com a visita à Hungria, agendada para o dia 10 de Setembro.
Portugal x Ucrânia, 0-3 (21-25, 16-25 e 12-25)
1.º Set
A Ucrânia entrou com determinação e cedo se distanciou no marcador (5-2, 7-4). Passado o momento inicial de nervosismo, Portugal igualou (7-7) por intermédio de Maria Reis Lopes e chegou mesmo a passar para a liderança (12-11) com um bloco de Aline Timm/Eliana Durão.
A equipa orientada pelo búlgaro Ivan Petkov voltou à carga, baseando-se na potência ofensiva de três jogadoras, a oposta Olesia Rykhliuk (1,96 metros), a central Svitlana Dorsman e a zona 4 Oleksandra Milenko, mas as portuguesas não se deixaram atemorizar e continuaram a perseguir de perto a sua adversária, alcançando-a por vezes (15-15) o que elevava sempre os picos de entusiasmo do público, incansável no seu apoio.
Contudo, na recta final, Olesia Rykhliuk e as suas companheiras de equipa aceleraram as acções de ataque e distanciaram-se significativamente (21-16).
Um serviço directo de Maria Reis Lopes ainda alimentou a chama da esperança (20-23), mas a Ucrânia acabaria por selar o triunfo por 25-21 com um ataque de segunda linha de Olesia Rykhliuk, que pontuou por 9 vezes neste parcial.
2.º Set
A equipa orientada por Hugo Silva entrou a vencer (2-1), com um bloco de Margarida Maia, mas a Ucrânia manteve a calma e, pouco depois, respondeu com dois serviços de Svitlana Dorsman (7-3).
A canhota Oleksandra Milenko continuava a somar pontos no ataque (9-4), o mesmo acontecendo com Olesia Rykhliuk (11-7)… Isso causou alguns momentos de desorientação entre as hostes portuguesas, que viram um serviço da possante oposta ucraniana avolumar a diferença para o dobro dos pontos (16-8).
O resultado não poderia pender para outro lado e Olesia Rykhliuk assinou novo triunfo: 25-16.
3.º Set
As ucranianas entraram em força no terceiro set (4-1), mas um bloco de Gabriela Coelho travou-lhes momentaneamente o ímpeto (3-4).
Porém, e quando estava a apenas dois pontos de diferença (5-7), Portugal cometeu alguns erros e viu diferença aumentar significativamente (5-12)…
A Ucrânia não tirou o pé do acelerador e acabou por fixar o resultado num desnivelado 25-12.
Autora de 21 pontos individuais, a oposta ucraniana Olesia Rykhliuk cotou-se como a melhor pontuadora do jogo, enquanto Júlia Kavalenka e Margarida Maia foram as portuguesas mais concretizadoras, respectivmente com 10 e 9 pontos.
No final, o Seleccionador Nacional Hugo Silva salientou:
“O público sempre nos acarinhou, quer na European Silver League quer nesta fase de qualificação para o Campeonato da Europa, e sempre nos recompensou com o seu entusiasmo e os seus aplausos, dando-nos força. Isso acabou por ser um prémio para toda a dedicação e empenho desta equipa ao longo de quatro meses muito duros, nos quais as jogadoras trabalharam muito e eu acho que esse é um prémio justo para elas: a presença do público e estes aplausos no fim. Agora, a tarefa era muito difícil para nós. Acho que o grande objectivo não é procurar ganhar a estas equipas, mas sim diminuir a distância que há entre nós e elas, quer seja a Ucrânia quer seja a Hungria. Considero que conseguimos diminuir essa distância, que não obstante ainda continua a ser grande e nós temos de continuar a trabalhar para nos aproximarmos deste nível, pois só o trabalho vai permitir encurtar essa diferença“.
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Ucrânia sempre muito apoiada e acarinhada pela comunidade ucraniana a viver em Portugal.