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Automobilismo
Velocidade
Team Mancha (Alexandre Guimarães – Manuel Melo) no Algarve Historical Festival
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Velocidade
Team Mancha (Alexandre Guimarães – Manuel Melo) no Algarve Historical Festival
O Team Mancha apresentou-se no Algarve Classsic Festival em pleno com os seu piloto habitual Alexandre Guimarães, o co-piloto e engº preparador Manuel de Melo e o diretor de Corrida António Gil (Ecas) assistidos pela RP Motorsport.
A equipa decidiu efetuar uns treinos livres opcionais pagos á parte e em conjunto com outros painéis na quinta-feira.
Isso permitiu-nos efetuar vários acertos do carro para os pneus Toyo que ainda não dominamos tão bem como os slick com que corríamos no Campeonato Nacional de Clássicos. Foi também agradável conviver em pista com carros de outras séries e avaliar o seu potencial e a condução esmerada dos seus pilotos todos muito experimentados em corridas de conceito Gentleman Drivers.
Acabamos também por detetar uma avaria grave num componente recentemente chegado de Inglaterra e que nos teria dado problemas caso tivesse surgido na corrida.
Já no sábado nos treinos crono fizemos uma boa classificação, 9º da geral em 53 carros e não forçamos já que o importante das corridas de endurance é classificar sempre o carro nas duas sessões o que tem sido até agora conseguido.
Alexandre Guimarães foi quem fez a partida da corrida 1 que correu com a animação que se pode esperar de uma grelha de 50 carros todos bastante competitivos.
De facto apareceu um naipe de carros estrangeiros muito interessante em todas as categorias. Desde o nosso já conhecido Michel Campanhe com um Chevrolet Corvette azul metalizado e branco (mais um dos vários que tem) aos vários modelos de Ford Mustang, passando por dois surpreendentes Marcos 1800 muito bem preparados e extraordinariamente bem pilotados até a um MG Midget coupé, ninguém se vergou à presença dos dois DE Tomaso Pantera nem ao Ford GT40 e todos formaram grupos de despique de princípio ao fim.
Nós não fomos exceção e mantivemo-nos sempre em despique sobretudo com um dos Marcos 1800 que me perseguia e o De Tomaso que me antecedia e aí andou tantas voltas que ainda tenho na memoria a imagem daquela transmissão ás voltas.
É um gosto participar em corridas com pilotos tão experientes que sabem ceder o lugar e evitar os toques quando sentem que estão em situação menos favorável mas também não deixam margem para duvidas nas posições que tomam quando ultrapassam ou defendem a sua posição. Bons exemplos para quem estiver habituado a fechar a porta e ignorar os adversários. Em todo o fim-de-semana envolvemo-nos em tantas lutas mas só levei um toque do BMW pilotado pelo Luis Sousa Ribeiro mas isso foi mais um empurrão de ajuda numa subida onde eu era mais lento e até fez jeito…
Na volta de mudança de piloto surge contudo um golpe de teatro o motor começa a falhar e o garboso Lotus Mancha é obrigado a dar passagem a quem vinha atrás e tentar todos os truques dos manuais de sobrevivência para chegar á box o que felizmente foi conseguido. Aí, depois de vários testes verificou-se que a avaria era da bateria que ainda era a que tinha vindo de Inglaterra com o carro em 2007. Uma vez substituída o carro retomou a corrida agora com o Manuel de Melo ao volante que numas voltas épicas recupera posições até ao terceiro lugar que acabou assim por ter sabor a primeiro.
Para a corrida 2 o combinado era ser eu a fazer o segundo turno mas pelo bom resultado da configuração que usamos na corrida 1 a equipa decidiu que era melhor ser eu a fazer a partida.
Tudo correu bem, os outros Lotus ainda que muito rápidos não estavam a dar problemas e os nosso maiores rivais na classe H71 os dois Escort BDA iam revelando já desde a primeira corrida que a sua elevada preparação não se compadecia com seu andamento diabólico.
Na paragem para mudança de pilotos estávamos num efémero 3º lugar da geral mas tudo mudaria mais uma vez pois a nossa opção de usar a solução regulamentar mais económica e correr com pneus Toyo 888 leva a uma penalização de 30seg extra, 30 segundos demasiado pesados sobretudo porque os pneus já estavam nos limites á partida e não quisemos meter novos ou então lá se ia o tal conceito de economia….
O resultado foi que mais uma vez no Historic Endurance Series fomos ultrapassados nas boxes devido aos pneus. Mesmo assim o 8º lugar da geral na mesma volta do vencedor assentou-nos bem e desta vez vencemos mesmo a classe H71 com direito a hino nacional e tudo.
Acabou por ser uma jornada fantástica com algumas surpresas pois ultrapassei e distanciei-me penso que duas ou três vezes de um Ford GT40, que mais tarde reaparecia e se desdobrava permitindo despiques diretos nas zonas mais sinuosas mas que desaparecia na reta. Não era vermelho como o do Carlos Gaspar que em 68 passou por mim 3 vezes em Vila do Conde e não deu hipóteses de ultrapassagem a ninguém, este era cinzento chumbo e de vez em quando aparecia feito OVNI deixava que brincassem com ele mas no fim também ganhou a corrida.
Os “Manchas” regressaram contentes com os dois pódios e uma vitoria mas o evento valia só por si, pelo surpreendente numero e qualidade dos carros e planteis que este ano o evento proporcionou. Um dos pilotos ingleses confessou-me que achava o circuito extraordinário sobre todos os aspetos e perguntou-me ao ver as bancadas tão desguarnecidas porque é que os portugueses não gostam de corridas de automóveis. Não conseguindo encontrar uma resposta convincente disse-lhe: venha ao Porto em 2015 e depois falamos!
A próxima e última corrida de 2014 são os 250km do Estoril. Já falta pouco e o Team Mancha lá estará de 29 a 30 de Novembro para competir e ajudar a recriar as corridas de automóveis do passado.
Venham daí dar-nos uma força….