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Team Mancha fecha época com chave de ouro

 

Team Mancha – 250 km do Estoril objetivo plenamente atingido. 

 

Segundo Alexandre Guimarães em jeito de balanço desta prova “Era o fechar da temporada de 2014 em que nos afastamos das corridas sprint do campeonato nacional onde já há 7 anos vínhamos a participar com bons resultados para passar a abordar as corridas de Endurance que entretanto apareceram e que tem outros requisitos pois são mais longas e obrigam a paragens de box.   

 

Nesta modalidade foi-nos dada também a oportunidade de competir com carros e pilotos estrangeiros de grande nível e no caso das equipas espanholas veio luta, alegria e excelentes carros sobretudo os Porsche. Lembro-me que nos anos 60 e 70 havia muitos Porsche era em Portugal, em Espanha eram raros, mas agora são os simpáticos pilotos Espanhóis que vem até nós com verdadeiras raridades de todas as épocas e muito bem decorados.Foi neste ambiente multifacetado e colorido que tudo afinal me correu mal logo na partida pois “Embirrei” com um Bizarrini…Na largada tudo correu bem mas ao chegar à curva 1 estava em cima do Bizzarrini que tinha a pole position mas algo se passou naquele binómio piloto-carro pois tinha um andamento irregular, era lento mas não tanto que desse para o ultrapassar sem correr o risco de provocar um toque.  Como umas das regras de ouro do Historic Endurance é evitar o contato e eu tambem não arriscaria um toque numa tal raridade mantive-me à espreita de uma oportunidade segura para passar mas outros fogosos perseguidores não quiseram saber daquela “bizarria” e acabamos foi os dois ultrapassados em menos de uma volta por uns 5 carros e ainda levamos um raspão do nosso primo 26R amarelo.  

 

Só o consegui ultrapassar com segurança na segunda volta e por ligeiro despiste do Bizzarrini na curva 3 que lá foi estranhamente ficando para trás. Reequacionei a situação recuperei dois lugares e verifiquei que nenhum dos carros que nos antecedia era da nossa categoria. Ora como o nosso objetivo era completar a prova fazendo os 250km e ganhar os Históricos 71 lá me fui entretendo nuns despiques com uns Porsche espanhóis divertindo-me mas sem oferecer grande resistência para poupar a mecânica. Rodamos consistentemente em primeiro lugar da classe até tudo mudar na  paragem para mudança de piloto e reabastecimento. Estávamos no turno do meu parceiro Manuel Melo quando entrou o Safety Car e ele foi forçado a segui-lo em velocidade lenta dando oportunidade aos rivais de melhor gerirem esse incidente e nos passaram à frente. É que faltou-nos o Ecas, o nosso chefe de equipa que à última hora não nos pode acompanhar e improvisar numa prova desta natureza não foi fácil. Quando saí depois de reabastecer ainda consegui recuperar parte da diferença mas foi o Manuel Melo que efetuou a ultrapassagem que nos deu o 1º lugar apenas a duas voltas do fim. Foram momentos empolgantes na equipa que olhava ora para o ecran das classificações ora procurava ver a posição real do carro na pista e foi um grande alívio quando vimos o Lotus passar na reta da meta de novo no primeiro lugar dos H71.

 

Foi num bom ambiente que se constituiu o pódio respetivo talvez porque refletia um resultado justo mas penso que todos os que terminamos os 250km da prova estávamos orgulhosos do feito até porque muitos dos potenciais vencedores à partida acabariam por abandonar. Nesta modalidade não há classificações nem prémios à geral mas se houvesse o nosso lugar foi o 5º mas sobretudo foi interessante ver que nas três categorias oficiais H65-H71-H76 partiram em média 14 carros por categoria todas com muita participação estrangeira e carros fantásticos mas foram portugueses os vencedores de todas elas. Nos H65 foi o Seven de Mira Gomes piloto que domina muito bem aquela pista,

 

Nos H71 foi o nosso Elan sempre a funcionar como um relógio e nos H76 o Escort do campeoníssimo Mário Silva.Para mim foi particularmente difícil a decisão de comparecer a esta prova porque os únicos circuitos que fiz à noite foram os circuitos "pirata" de Vila do Conde da minha juventude que já vai longe mas sobretudo porque associei sempre as corridas no Estoril a terminarem à noite à perda trágica de um companheiro das tertúlias automóvel e grande piloto, o Clemente Ribeiro da Silva. Não confessei esses receios a ninguém da equipa mas procurei que o carro fosse especialmente bem preparado para a fase noturna que foi a que no final nos acabou por garantir a vitória.Este resultado contribuiu para estabelecer um balanço muito positivo da temporada de 2014 em que classificamos sempre o Lotus Mancha em todas as corridas em que participamos e fizemos vários pódios.Foi também o ano em que surgiu a RP Motorsport a quem daqui desejamos os maiores sucessos, agradecendo o apoio de todos os seus simpáticos e eficientes colaboradores e um especial agradecimento nesta corrida de características tão especiais e onde nos faltou o chefe de equipa à dedicação do Paulo Reis”, disse-nos.

 

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terça-feira, 26 de maio de 2026

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