No próximo dia sete de maio a Wings for Life World Run assinala a sua décima edição, um marco histórico para a mais global das corridas solidárias. O desafio é novamente correr por aqueles que não podem, apoiando a investigação científica que procura uma cura para as lesões na espinal medula. Sem barreiras geográficas, todos podem participar através da APP oficial.
Portugal faz parte do clube de países fundadores da Wings for Life World Run, iniciativa solidária lançada em 2014, que se tornou numa década na mais participada e popular corrida do planeta. No ano da estreia a corrida reuniu na Comporta cerca de mil participantes. António Sousa e Mária Santos foram os vencedores nacionais neste arranque, que decorreu em paralelo com mais três dezenas de corridas à volta do mundo. Ainda no modelo de organização tradicional, a competição continuou durante três anos no Porto. Em 2017 foi lançada uma aplicação pioneira que viria a revolucionar a forma de participação, quebrando barreiras geográficas e temporais: a APP Wings for Life World Run.
Diferenciando-se do modelo convencional de corridas, a Wings for Life World Run marca a diferença por não ter uma distância fixa nem uma meta - em vez disso os participantes são perseguidos por um Carro Meta virtual que começa a andar 30 minutos depois da partida, aumentado progressivamente a velocidade até apanhar o último corredor em prova.
Os dez anos da Wings for Life World Run assinalam-se no próximo dia 7 de maio, às 12 horas (em Portugal Continental), estando as inscrições abertas na página oficial da corrida em www.wingsforlifeworldrun.com. Os interessados em apoiar esta causa devem fazer o download da APP Wings for Life World Run, pagar uma inscrição de €15 (um donativo 100% direcionado para apoiar o apoio à investigação da cura das lesões na espinal medula) e juntar-se por via eletrónica a esta grande corrente humana. No ano passado foram 161 892 os participantes, de 192 nações – incluindo Portugal – que se juntaram para correr por aqueles que não podem. Ao longo desta década, a organização conseguiu angariar um total de 38.3 milhões de euros, verba inteiramente canalizada para suportar mais de três centenas de projetos de investigação científica focados na pesquisa da cura para as lesões na espinal medula.

Em 2022 a corrida foi vencida pela russa Nina Zarina (que completou 56Km) e pelo nipónico Jo Fukuda (que completou 64,4Km). À volta do mundo milhares correram ligados pela APP Wings for Life World Run, uns de dia, outros de noite, debaixo de sol extremo ou com baixas temperaturas exteriores: os 42 graus registados em Jaipur (Índia) foram a temperatura mais elevada, contrastando com os -8 graus sentidos na Gronelândia.
Mais informações e inscrições: www.wingsforlifeworldrun.com \ www.wingsforlife.com
ACERCA DA WINGS FOR LIFE WORLD RUN
Criada em 2014, a Wings for Life World Run é um evento global de corrida. Ao contrário do que é habitual não existe uma linha de meta e em vez disso os participantes vão fugir de um Carro Meta oficial que parte 30 minutos depois do pelotão, a uma velocidade constante de 15km/h – aumentando progressivamente o ritmo até ultrapassar todos os atletas em prova. O recorde Global da prova pertence ao sueco Aron Anderson, que cumpriu a impressionante distância de 89,95 km numa cadeira de rodas convencional. Mais informação em www.wingsforlifeworldrun.com
ACERCA DA WINGS FOR LIFE FOUNDATION
A Wings for Life Foundation nasceu em 2004 com um objetivo muito claro – encontrar a cura para as lesões na espinal medula, um problema que afeta mais de três milhões de pessoas em todo o mundo. Todos os esforços têm sido concentrados no financiamento de projetos de investigação promissores – procurando não apenas a cura definitiva, mas também formas de melhorar a qualidade de vida dos doentes. Até hoje foram apoiados mais de 300 projetos de investigação e estudos clínicos à escala global, liderados por equipas de cientistas das mais reputadas instituições, como a Universidade de Cambridge ou a Harvard Medical School. O comité científico da Wings for Life Foundation está convicto de que é uma questão de tempo para alcançar a desejada cura. Tendo em conta o seu caráter benévolo e o facto de não ter quaisquer fins lucrativos, a fundação depende inteiramente de donativos – os quais são 100% canalizados para a investigação. Muita da visibilidade do projeto tem sido possível graças ao apoio de inúmeras figuras públicas, como é por exemplo o caso dos pilotos de Fórmula 1 da Red Bull Racing.