- Canadiano inaugura fim de semana de decisões a vencer com Cleeve Harper
Alexander Blockx e Liam Draxl apuraram-se para a final de singulares do terceiro e último Indoor Oeiras Open, que termina este domingo na nave de campos cobertos do Complexo de Ténis do Jamor. Nos pares, a festa foi feita pelo canadiano ao lado do compatriota Cleeve Harper.
Depois de superar Alexander Ritschard (118.º ATP, ex-99.º), Jurij Rodionov (162.º, antigo 87.º) e Nikoloz Basilashvili (206.º atualmente, 16.º em 2019), o belga Alexander Blockx — que aos 19 anos ocupa o 203.º posto — venceu o também jovem Mark Lajal (dois anos mais velho e atualmente no posto 235 da tabela ATP) por 7-5 e 7-5 em 1h49.
Num duelo entre jogadores bastante agressivos e fãs de condições indoor hard, no falhar menos esteve o ganho. Blockx devolveu mais serviços e colocou o número um da Estónia mais vezes em apuros. As 17 chances de break criadas (aproveitou cinco) mostram quem esteve mais sob pressão ao longo do encontro.
Após um parcial inaugural no qual o antigo número um de sub 18 (em 2023, meses depois de triunfar no Australian Open do escalão) concretizou o sexto set point e no qual comandou desde o início, o ascendente mudou um pouco daí em diante e foi Lajal a passar para a frente no novo jogo ao atacar mais a esquerda de Blockx e punir bolas mais curtas.
Só que mesmo com o opositor a servir para levar o duelo a um terceiro set, Blockx arrecadou os últimos três jogos do frente a frente e, no jogo do meio, ainda salvou três preciosos pontos de break a 0-40. O encontro ficou selado com uma dupla falta, o que contrasta com a qualidade do compromisso durante a maioria do tempo.
Antes, Liam Draxl (208.º) já tinha agarrado o primeiro bilhete para a final individual ao levar a melhor num duelo de compatriotas e amigos com Alexis Galarneau (198.º) pelos parciais de 6-4, 4-6 e 6-2.
Finalista do primeiro Indoor Oeiras Open, o tenista do Canadá precisou de resistir a um encontro com 12 quebras de serviço (foi responsável por sete) para repetir a campanha no terceiro, assegurando que na pior das hipóteses sairá do Jamor exclusivamente com derrotas para os campeões — na segunda semana foi travado na primeira ronda pelo futuro vencedor, Aleksandar Kovacevic.
Apesar de ter acusado o desgaste (físico e psicológico) de uma forma inédita, com vários momentos de frustração e desabafos audíveis em especial na reta final da segunda partida, Draxl conseguiu ser mais estável do que o compatriota. Galarneau precisou de assinar quatro breaks para vencer a segunda partida e a energia despendida pesou no decorrer do terceiro set, em que aumentou consideravelmente o número de erros e viu o amigo fugir com a vitória sem conseguir criar-lhe dificuldades no golpe de saída.
Independentemente do que aconteça este domingo, na final que está agendada para as 11 horas, Alexander Blockx e Liam Draxl já sabem que vão sair de Portugal com o top 200 assegurado pela primeira vez nas respetivas carreiras.
Quer o belga, quer o canadiano perseguem o segundo título no ATP Challenger Tour: Blockx venceu o Challenger 100 de Kobe, no Japão, em novembro de 2024, exatamente um ano após Draxl ter feito a festa no Challenger 75 de Calgary, no Canadá.
Para o mais velho será mesmo o segundo troféu da semana, pois este sábado venceu, ao lado do amigo Cleeve Harper, a prova de pares.
Os dois jogadores do Canadá estiveram a perder por um set e um break frente aos super-favoritos Matwe Middelkoop (ex-número 18 mundial da especialidade, atual 82.º) e Denys Molchanov (101.º um ano após ter sido 58.º), mas não deitaram a toalha ao chão e acabaram a celebrar graças aos parciais de 1-6, 7-5 e 10-6.
O currículo dos adversários metia respeito, afinal Middelkoop já conquistou 51 títulos e entre eles 14 no circuito ATP, enquanto Molchanov apresenta dois no circuito principal entre os 71 no geral, mas a festa — a sexta lado a lado — acabou por sorrir à equipa do Canadá.
Fotografias: Beatriz Ruivo/FPT