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Liga Mundial - Portugal passa com distinção no exame da Coreia

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos (as)segurou hoje a liderança da Poule E, com mais um ponto do que a Holanda, ao vencer novamente a Coreia do Sul, em Ulsa.
Um triunfo pela margem máxima (3-0: 25-20, 25-23 e 25-18) e mais seis pontos na bagagem, o que poucos esperariam, dadas as dificuldades sentidas tanto pelos checos como pelos holandeses no país asiático.

Agora, a Selecção Nacional regressa a Portugal, para defrontar, nos dias 21 e 22 do mês corrente, a Holanda, no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos.
A comitiva portuguesa cumprirá o seguinte itinerário (horas locais):
Amanhã – Voo KE1614, Ulsan / Seul (18h00 / 18h55)
Amanhã – Voo KE913, Seul / Madrid (23h45 / 05h50 de 17 de Junho)
17 de Junho – Voo TP1003, Madrid / Porto (09h35 /09h45)

Hoje, no Dongcheon Gymnasium, perante mais de 4000 espectadores, entre os quais três portugueses, e sob arbitragem de Pare Daouda (Camarões) e Mario Bernaola (Espanha), Portugal e Coreia do Sul alinharam com apenas uma alteração relativamente ao jogo de ontem: o distribuidor Tiago Violas na vez de Miguel Rodrigues.

O primeiro set teve um começo pouco habitual: ao atingir-se o primeiro tempo técnico e com Portugal a vencer por 8-6, mais de metade dos pontos eram fruto de serviços ou de ataques falhados, o que revelava algum nervosismo por parte das duas equipas. Muito mais por parte dos coreanos (7-12 e 11-16), que travavam a sua própria recuperação com erros não forçados. 
Não admira, por isso, que logo após o segundo tempo técnico, Kiwon Park se visse obrigado a voltar a reunir os seus jogadores, quando Valdir Sequeira somou os 17.º e 18.º pontos da equipa portuguesa (18-13).
O puxão de orelhas não terá sido em vão, já que os coreanos recuperaram (15-18)... antes de voltarem a desperdiçar mais um serviço e verem João José somar mais um ponto no bloco (20-15).
João Oliveira, com um ataque da 2.ª linha, colocou as cores portuguesas a vencer por 21-16 e Valdir Sequeira, com um amorti, pôs a sua equipa à porta do triunfo (24-17)... 
A Coreia ainda reagiu, somando três pontos consecutivos, mas era tarde de mais e Portugal venceu por 25-20.

 

O segundo set foi diferente e muito mais equilibrado, logo desde o seu início (5-5), mas com Portugal a conseguir uma pequena vantagem (8-6, 10-8). Chul-Woo Park, por quem o técnico coreano optou em vez de Jae-Duck Seo, revelou-se uma aposta acertada, já que foi este jogador a igualar a contenda (10-10), com a obtenção do seu 7.º ponto individual.
À paragem para o segundo tempo técnico, a Coreia vencia pela margem mínima (16-15) e, poucos minutos volvidos, Kwang-In Jeon levava mesmo a assistência ao rubro ao fazer o 18-16. Mas seria a este mesmo jogador que Valdir e Marcel Gil travariam com um bloco, restabelecendo a igualdade a 18 pontos.
O equilíbrio prolongou-se (23-23). Portugal fez o 24-23 com um bloco a Chul-Woo Park... que protestou a validade do ponto. 
Portugal não se deixou perturbar com o episódio, ao contrário do seu antagonista, que confirmou o triunfo lusitano ao desperdiçar um ataque por Sang-Ha Park: 25-23.

 

A Selecção Nacional entrou bem no terceiro set (4-1). Mantinha-se o duelo bem apimentado entre Valdir e Kwang-In Jeon, os dois melhores pontuadores até então, com vantagem para o oposto português, que somou dois serviços directos (8-4) e, seguidamente, o seu 16.º ponto individual, desta vez no ataque (9-6).
Um bloco de João Oliveira... ao primeiro toque, após serviço difícil de João José, fez Portugal alargar o passo (14-11), mas uma «bomba» no serviço de Chui-Woo Park, reaproximou os coreanos (14-13). O segundo tempo técnico chegou com um ataque de João Oliveira a dar vantagem a Portugal (16-14).
Um bloco triplo a Kwang-In Jeon motivou ainda mais os portugueses (17-14), que viram Tiago Violas, com um bloco, aumentar a distância (19-15).
João José fez o 21.º e Marcel Gil (serviço) o 22.º ponto, condenando os coreanos à derrota pela margem máxima: 25-18, resultado selado com um serviço directo de Alex Ferreira.

 

Valdir Sequeira, com 18 pontos (13 ataques, 3 blocos e 2 serviços), foi o melhor pontuador do jogo, seguido de Chul-Woo Park, com 15 pontos.

 

Hugo Silva: "São seis pontos muito importantes. Vínhamos a Ulsan com a ideia de conseguir uma vitória, dadas as dificuldades provocadas pela viagem e pela força do adversário. Contudo, esperava aquilo algo como o que aconteceu, pois estes jogadores têm trabalhado muito e bem. É um grupo ambicioso, apesar de jovem na sua maioria, mas acreditava muito na obtenção de uma vitória e, depois do jogo de ontem, que era o mais difícil, ainda mais. 
Uma vez mais, fizemos bem o trabalho de casa e fomos recompensados com esta vitória, que não é de ninguém em particular, mas sim de todo o grupo e não só daqueles que estão lá dentro.
Só espero é que, agora que olham mais para nós, as pessoas comecem a dar mais valor a esta juventude que trabalha diariamente de uma forma bastante dura e que não tem tido, de facto, a atenção que merece.
os próximos jogos serão em Portugal e serão, porventura, mais difíceis para nós, já que acusámos mais a pressão de jogar em casa. Os objectivos mantêm-se: não temos grandes ambições em termos de resultados finais e de classificação; trabalhamos diariamente e jogo a jogo para ter a melhor performance possível em todos os jogos, proporcionar bons espectáculos e deixar em todos uma boa imagem do nosso Voleibol. Felizmente, isso tem acontecido, mas é tudo fruto do trabalho, exclusivamente do trabalho".

 

João José: "Com a mudança do distribuidor, o nosso jogo teria de ser diferente, mas tudo correu bem: o Tiago fez um trabalho muito bom, à semelhança dos outros jogadores. O nosso trabalho de equipa foi muito bom e estamos satisfeitos por termos vindo à Coreia somar seis pontos importantes".

 

Valdir Sequeira: "Foi uma boa vitória. Hoje, entrámos mais unidos e concentrados. Ainda há muito para jogar e para trabalhar, mas acho que é um passo em direcção a Sydney.
A equipa está bem, está a crescer e cada vez mais unida. Estivemos mais aguerridos, batalhámos mais, apesar de termos falhado muitos serviços no segundo set, o que quase nos custou a vitória nesse parcial, mas demos a volta por cima.
Daqui para a frente, teremos de nos focar nos aspectos mais importantes das equipas adversários e, como o Professor Hugo Silva diz sempre, «trabalhar na qualidade».
Espero que nos próximos jogos consigamos continuar a dar alegrias aos portugueses, sobretudo nos jogos que vamos fazer em casa".

 

Marcel Gil: "Apesar dos números, penso que estas foram as nossas duas vitórias mais difíceis, apesar do 3-2 na Holanda, por causa do pavilhão, do fuso horário, etc..
Nos próximos jogos, vamos procurar manter a cabeça no sítio e continuar a ser humildes, como o treinador nos pede. Não somos melhores do que ninguém, por termos ganho mais dois jogos, mas isso não impede que ambicionemos ganhar mais jogos, a começar pelos próximos, em Matosinhos".

 

Ivo Casas: "Levamos da Coreia dois resultados muito importantes, na medida em que nos mantêm na corrida... O nosso principal objectivo continua a ser jogar bem, mas outros objectivos vão aparecendo à medida que vamos jogando e creio que é legítimo aspirarmos sempre a metas mais altas, como a de passar esta poule.
Para isso, teremos de vencer os jogos que faltam e isso só será possível se dermos sempre o nosso melhor".

 

Tiago Violas: "É muito bom vir à Coreia e levar daqui seis pontos. Penso que ninguém esperava uma performance destas, mas creio que faz os portugueses sonhar que é possível ir à Austrália. Teremos de continuar a trabalhar intensamente como temos feito, mas estamos na luta.
O regresso a Portugal é bom, apesar de também nos obrigar a fazer uma adaptação à mudança de fuso horário. Contudo, creio que não haverá problemas e que continuaremos a proporcionar bons jogos e bons espectáculos, como o de hoje, diante das mais de quatro mil pessoas que estiveram neste pavilhão".

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quinta-feira, 30 de abril de 2026

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