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Inauguração do Mês da Imagem do Porto

 
Galerias e instituições do ensino superior organizam a 5ª edição do MIP | Mês da Imagem do Porto que celebra a fotografia e o cinema. O MIP 2022 acontece de 29 de outubro até ao final do ano manifestando-se em diversificadas ações: exposições, projeções de cinema, conversas, lançamentos de livros, conversas, photowalks e workshops são algumas das atividades que preenchem o calendário da iniciativa.
 
Este ano, apresentamos a 2ª edição do MIP_OFF desafiando a realização de exposições e acontecimentos a organizar pelos seus autores em lugares não institucionais, em lugares “improváveis”. A primeira edição surpreendeu-nos pela quantidade e qualidade dos projetos que levaram a fotografia aos espaços onde as pessoas estão. Este ano contamos com cerca de 50 projetos espalhados pela cidade do Porto em restaurantes, lojas, descampados, jardins, tascos, shopping centers, ruínas, casas particulares, hóteis ... O MIP_OFF inicia as suas intervenções a partir do dia 5 de novembro
 
As estruturas envolvidas nesta edição são a Adorna Galeria, ESAP - Escola Superior Artística do Porto, ESE - Escola Superior de Educação/Instituo Politécnico do Porto, Espiga, IPF - Instituto Português de Fotografia do Porto, Universidade Lusófona do Porto, MIRA FORUM, OPPIA, e The Cave Photography.
 
O MIP - Mês da Imagem do Porto é uma iniciativa que na sua 5ª edição enfatiza a sua ligação ao território, à comunidade.
 
Este festival, conta com o apoio da Câmara Municipal do Porto.
 
O programa pode ser consultado no site do MIP, na página do facebook e no instagram
 
O MIP NO MIRA FORUM
 
Inauguração de duas exposições sábado, 29 outubro, 16h
 
Exposição "FAUSTO, o mistério do mundo" de Manuel Valente Alves e performance “Corpo da Incerteza” de Alice Martins
 
Declinações de FAUSTO
No princípio era o mito, a lenda alemã que conta o pacto que o Dr. Johannes G. Faust (1480-1540) teria feito com o demónio. O Dr. Faust era um alquimista, um mago, um astrólogo, um profeta desiludido com os limites do conhecimento escolástico da época. Em troca da sua alma, recebe a energia intelectual que precisa para acreditar na ciência, na técnica, no progresso e também na eternidade.
 
A literatura tratou de glosar esta narrativa em várias obras publicadas. Mas é a obra “Fausto, uma tragédia” de Goethe publicada em 1808 (parte 1) que é marcante. E se nesta primeira parte domina a insatisfação do conhecimento que tem do mundo, na segunda, (publicada postumamente em 1832), as grandes questões são o prazer e o poder. Em ambas, estão presentes os eixos dominantes da existência humana.
 
A produção criativa e literária da personagem prosseguiu com as obras de Puchkin, Grabbe, Paul Valéry (Mon Faust), Fernando Pessoa (Fausto: uma tragédia subjectiva), Thomas Mann (Doktor Faustus), Rafael Dionísio, Edgar Brau e António Vieira (com o romance Doutor Fausto 1991).
 
Na música, a figura de Fausto marca as obras de Wagner, Berlioz, Schumann, Liszt e Gounod. No teatro, Bob Wilson encena Faust I e II. Mas é o cinema, o filme de Murnau (1926), que é convocado por Manuel Valente Alves na obra que apresenta no MIRA FORUM.
 
FAUSTO, o mistério do mundo
Neste vídeo, o artista traz Fausto para a sociedade contemporânea na que será a primeira proposta de abordagem ao mito neste suporte. Afinal, as questões que se colocam aplicam-se ao mundo contemporâneo: insatisfação, inquietação permanentes numa vida que é curta. A vontade de tudo querer saber e dominar depara-se com a inerente impossibilidade. Mas a dificuldade em aceitar os seus limites leva os humanos a considerar que o crescimento contínuo é possível e, assim, explora os recursos do mundo transformando a natureza ao ponto de a destruir e pôr em causa a própria existência.
 
No vídeo de Manuel Valente Alves, as imagens do filme de Murnau alternam com projeções disformes de vídeos publicitários de um centro de uma grande metrópole. São sequências alucinantes em que adivinhamos marcas associadas ao consumo e à especulação. Essa alternância, essa associação torna manifesta a reflexão do mito fáustico: a insatisfação permanente, o desejo de ultrapassar limites, a angústia da consciência da finitude, a voracidade do tempo, a vertigem de tudo querer conhecer e ter.
 
Manuel Valente Alves mostra os arranha-céus com janelas cegas para de seguida conduzir o olhar para o chão a observar um caracol, talvez a lembrar a necessidade de lentificar e recolher à concha, e um escaravelho que, em movimentos compassados, procura evitar (ou procurar?) a brecha, a fenda.
 
Citando o fogo e o fumo do Fausto de Murnau, o vídeo termina em fumo de fogo a inquietar, a interrogar.
Qual é o nosso inferno?
Qual é a nossa condenação?
Somos Fausto(?)
(Manuela Matos Monteiro, outubro 2022)
 
“Corpo da Incerteza” | Performance de Alice Martins
A convite de Manuel Valente Alves, Alice Martins percorre a instalação para revelar a incerteza dos corpos que desfilam no ecrã. Alice desenvolve uma performance em que o seu corpo dialoga com os diferentes registos da realidade, passando do exterior para o interior, tanto do espaço como de si própria. Lutando ou abraçando as contradições do "FAUSTO, Mistério do Mundo", a acumulação de informação atravessa-a e (de)compõe um corpo feito de trechos e tentativas.
 
NOTAS BIOGRÁFICAS
 
MANUEL VALENTE ALVES
Manuel Valente Alves (Abrantes, Portugal) vive e trabalha em Lisboa. É formado em Medicina pela Universidade de Lisboa. O seu trabalho como artista visual tem-se desenvolvido em torno do conceito de paisagem, problematizando as suas relações com o corpo, a memória e a política. Utiliza uma grande variedade de técnicas e suportes (pintura, desenho, fotografia, vídeo, filme e instalação) através dos quais cria séries, exposições e outros projectos, nomeadamente para edição em livro e na web.
Desde 1983, realizou cerca de três dezenas de exposições individuais e participou em mais quarenta exposições coletivas em museus, galerias e outras instituições culturais, dentro e fora de Portugal. A sua obra visual encontra-se representada em numerosas coleções privadas, museus, bibliotecas e outras instituições culturais.
O interesse pelo pensamento e prática interdisciplinares tem-no levado a desenvolver, paralelamente à sua prática artística, trabalho de investigação e de curadoria nas áreas da história, da filosofia e da museologia, ligando arte, ciência, medicina e cultura visual. Neste âmbito, é autor, editor e co-editor de cerca de duas dezenas de livros, tem feito palestras, a convite de universidades, museus, sociedades científicas e outras instituições culturais, em Portugal e no estrangeiro, e organizado colóquios e conferências interdisciplinares. Foi comissário de mais de uma dezena de exposições institucionais, cruzando arte e ciência.
www.manuelvaentealves.org
 
ALICE MARTINS
Alice Martins é uma artista, coreógrafa e performer franco-portuguesa, que cruza as artes visuais e performativas. Ela cria formas híbridas que têm em comum o questionamento do corpo - individual, social, político - em relação ao seu contexto - ambiente, arquitectura, normas - e ao outro.
Licenciada em arquitectura e formada em dança e práticas do corpo, fundou o "Objet Global" em 2017: uma plataforma de investigação e experimentação em torno do corpo, do espaço e das linguagens. Com "Passion Passion", uma companhia-atelier fundada em 2018, Alice compõe e cria peças performativas, no palco ou in situ. A sua peça Tenue foi apresentada na Fondation Louis Vuitton, no Palais de Tokyo, na Biennale Internationale de Design de Saint -Étienne, entre outros.
Actualmente, no âmbito do projecto "A au carré", um duo de dança e performance em que participa com o seu irmão Adrien Martins, ela co-escreve Echoes' Fantasy - Extended, numa residência artística desenvolvida pelo Centro Nacional de Dança de Paris em 2022-2023.
Empenhada na disseminação do saber, concebe e partilha regularmente os seus protocolos de pesquisa e criação em museus (Fondation Louis Vuitton, Centre Pompidou), teatro ou escolas de arte (École supérieure d'art et de design de Saint-Étienne).
 
É artista residente na Artagon Pantin 2022-2024
Exposição patente até 31 de dezembro
https://www.facebook.com/events/793840621721849
 
Exposição “Imagens Periféricas - MIRA Pinhole Photography”
 
Exposição coletiva de fotografia pinhole com candidatos selecionados através de uma open call internacional.
 
Se a fotografia é um espelho com memória (Oliver Wendell Holmes, 1861), uma fotografia pinhole é a evocação da imaginação preenchida por um tempo que se demora entre o desejo de quem a faz acontecer e o olhar de quem a contempla.
 
Se, como afirma António Guerreiro, “a fotografia mumifica o tempo”, sendo capaz de o fazer escapar à sua condição de corrupção, a fotografia pinhole deleita-se em corromper a casa do tempo e das formas que nela habitam, através de uma plêiade de gestos, qual ritual, que se prolongam num esboço de uma imagem que sugere nunca estar acabada. Por esse motivo, o reino da fotografia pinhole não se esgota no som mecânico e objetivo de um “click”, nem no instante – por mais ou menos decisivo que seja - como também não se deixa enclausurar pelo mais sedutor e previsível dos enquadramentos. Talvez porque a sua presença seja, sobretudo, superação que se insinua pelo prazer que cada um de nós pode experimentar quando constrói a sua própria câmara (que o diga António Martins Teixeira), e com ela aprende a usufruir de uma cumplicidade (entre fotógrafo e dispositivo fotográfico) que nasce cedo e cujos resultados transcendem sempre a categoria do “defeito” ou do “erro”, porque de poética se trata.
 
O mês de Novembro é “tempo” de pinhole no Mira, e neste durante, meia centena de fotografias irão fazer parte de uma viagem onde o “espanto” ainda é possível.
(Rui Apolinário out 2022)
 
Curadoria: Adelino Marques, Augusto Lemos, António Martins Teixeira e Rui Apolinário.
Exposição patente até 31 de dezembro
https://www.facebook.com/events/859753215192302
 
Conversas sobre projetos Fotográficos
Conversas online_
Quartas-feiras de novembro e dezembro  21h30 | ZOOM e LIVE da página do Facebook
No mês de novembro e dezembro realizaremos às quartas-feiras via Zoom e LIVE do Facebook Conversas sobre Projetos Fotográficos, em que cada autor irá apresentar o seu trabalho:
QUA, 9 nov às 21:30 Ana Brígida
QUA, 16 nov às 21h30 Paula Rousch
Nas outras quartas, em cada sessão dois fotógrafos que integram o MIP_OFF apresentarão os seus projetos.
 
Apresentação de três livros e Feira do Livro de Fotografia 
sáb, 12 nov 15h
No dia 12, sábado, dedicamos a tarde aos Livros de Fotografia organizando toda a tarde uma Feira do Livro de Fotografia e o lançamento de três livros:
15h “Ingenium” de António Bracons
17h “Despedido” e “A Noite Magoa” de Valter Vinagre
15h Lançamento do livro Ingenium de António Bracons
 
INGENIUM
Gosto da ideia de construção e o que dela existe nos movimentos normais. Agrada-me a palavra ‘engenharia’ e o que ela representa: não saias de um sítio sem deixares algo atrás de ti. 
Gonçalo M. Tavares, Os Herdeiros de Saramago, 2000
 
Há muito se sabe, aliás, que todas as invenções materiais são uma forma de dar razão à imaginação; e aqui o dar razão pode ser entendido à letra: é dar racionalidade ao que parece irracional. Mais do que isso: dar materialidade ao imaterial: pôr tijolos no espaço das ideias. Engenharia: filha da imagem.
 
Gonçalo M. Tavares, Atlas do Corpo e da Imaginação, 2013
 
Ingenium. Engenho. Engenharia.
Desde sempre o homem procurou técnicas para conseguir o que queria, o que precisava: as habitações, para abrigar a família; as muralhas, castelos e fortes, para garantir a sua segurança e se defender; os templos, locais de culto e devoção; as pontes, para atravessar os rios – para falarmos apenas de alguma construção. “A necessidade aguça o engenho”, diz o dito popular e assim é: a procura de soluções é constante. Os romanos solucionaram a construção do arco perfeito: construíram pontes e edifícios mais amplos com vãos maiores; a construção do arco em ogiva, na Idade Média permitiu igrejas mais altas, o que obrigou a reforços, os contrafortes, e com eles, surgiram as naves laterais e edifícios mais leves. Sempre a construção em pedra ou tijolo. O aço, no séc. XIX, permitiu construções ainda mais ligeiras, mais rápidas e económicas, maiores e mais altas: pontes, edifícios industriais e habitacionais. O betão armado, molda-se a quase todo o tipo de formas e dimensões…  O desenvolvimento tecnológico, de materiais e informático, leva ao constante desenvolvimento de soluções, à maior garantia de segurança, a maior economia, à obtenção de soluções para problemas que antes eram impossíveis de resolver.
 
Se é verdade que a engenharia está sempre presente em qualquer obra, há algumas de significativa complexidade técnica, nas quais a engenharia supera-se, aplicando soluções complexas ou buscando novas soluções e novos métodos de cálculo.
 
Como engenheiro civil, nomeadamente nos primeiros anos de trabalho, estive ligado a algumas obras de significativa complexidade técnica. Fotografei essas obras: as estruturas de contenção, o existente que tinha de ser removido ou que ficava, elementos a desmontar para posterior colocação, a realização da estrutura das novas edificações, a forma dada pelo betão…
 
A partir das reflexões de Gonçalo M. Tavares sobre a engenharia, que, na verdade, são comuns a qualquer processo criativo, “Ingenium” é um olhar sobre estas obras e, ao mesmo tempo, sobre o papel fundamental da engenharia.
 
17h Lançamento do livro “Despedido” e “A Noite Magoa” de Valter Vinagre
 
DESPEDIDO
Despedido foi realizado em 2007, quando o fotógrafo documentou a destruição da Feira Popular, em Lisboa, obtendo para tal uma autorização de acesso por parte da entidade gestora, a Braga Parques. O simbolismo do local, enquanto democratização do espaço lúdico, e a enorme polémica que decorreu da decisão camarária, em 2003, de proceder à sua desativação, justificavam este último olhar sobre as ruínas do que fora então a Feira. Tratava-se, além disso, de documentar mais uma transformação do espaço público da cidade, cedendo à pressão da especulação imobiliária. 
 
Ao deambular pelo vasto espaço, Valter Vinagre encontrou, entre os vários escombros, um conjunto de registos dos empregados da empresa de Divertimentos Mecânicos Águia, que desenvolvia a sua atividade no recinto. O encontro fortuito com este material documental conferiu, de imediato, uma nova e complementar abordagem àquele lugar, e a alguns dos seus protagonistas. (...)
(...)A galeria de trabalhadores anónimos percorre várias gerações, e deve reportar-se às décadas de 70, 80 e 90 do século XX. Significativa é também a ausência das mulheres deste universo documental, apenas uma imagem feminina sobressai no conjunto. Despedido, não reflete apenas sobre as mudanças sociais do capitalismo atual, mas vincula-se, também, a uma matriz histórica da fotografia enquanto luta social. E é essa matriz reinventada, que elucida e torna operativos muitos dos enunciados documentais da fotografia contemporânea. (...)
 
In A Luta da Fotografia com o Real 
Emília Tavares
in DESPEDIDO de Valter Vinagre 
Edição Pierrot le Fou, Porto 2022
 
O livro DESPEDIDO é uma edição da Pierrot le Fou com sede no Porto. O texto é de Emilia Tavares, tem uma tiragem de 300 exemplares e a coordenação editorial foi de Susana Lourenço Marques e Pedro Bandeira. O Design é de Susana Lourenço Marques
 
Capa dura com sobrecapa. Cozinho á linha e colado na lombada. 56 páginas 4/4cores + uma separata com a tradução do texto para inglês.23X34cm (aberto)
 
A NOITE MAGOA
O trabalho que realizei com os 5ªPunkada, a que dei o título “A NOITE MAGOA” não pretende ser sobre a banda. Gostaria que fosse entendido como uma aproximação aos músicos. Á sua resistência, á sua abnegação, á sua capacidade de enfrentar as dificuldades próprias da sua condição e dizer não á discriminação. Foi assim que encarei o desafio e esta a melhor maneira que encontrei para dar resposta á sua provocação – Somos Punks ou não?
 
O livro A NOITE MAGOA é uma edição da Omichord, Leiria, Junho 2022. O texto é de  Luis Pedro Cabral, tem uma tiragem de 500 exemplares. O Design é de Paulo Passos. Napperon
 
Capa dura. Cozinho á linha e colado na lombada. 92 páginas P/B. 24X34cm (aberto)
https://www.facebook.com/events/831608367962047/
 
Projeção de filme “TRABALHOS DE CANTO” realizado por Regina Guimarães e Saguenail com conversa e actuação do GRUPO CORAL FEMININO DE VIANA DO ALENTEJO 
|sáb, 19 nov às 16h
TRABALHOS DE CANTO
Estreia do filme realizado por Regina Guimarães e Saguenail
produzido por Diana Regal e João Guimarães
para a Hélastre em 2022
 
GRUPO CORAL FEMININO DE VIANA DO ALENTEJO 
Um coro vindo do c oração do Alentejo
Albertina Gomes/ Ana Viegas/ Angelina Coxola/  Emília Fadista/ Joaquina Rosa / Luísa Marmeleiro da Costa/ Maria Emília Cunha /Nazaré Parrado/ Severina Viegas 
... e 
Ana Raquel Anéis/ Antónia Manilhas/ Beatriz Conceição Meninas/ Isabel Mendes
 
Protagonistas do filme «Trabalhos de Canto»
... pão, vinho, queijo, conversas e cantos à volta de uma mesa 
NO MIRA FORUM
R. de Miraflor 149, Campanhã, Porto
 
Workshop de Fotografia Pinhole | sáb. 26 nov | 10h-12h, 14h-17h
António Martins Teixeira
MIRA FORUM | Rua de Miraflor, 155, 4300-334 Campanhã Porto
 
Fotografar com uma câmara analógica é, não só, uma das formas de (re)descobrir a magia fotográfica, mas também de consolidar conhecimentos e técnicas essenciais ao ato fotográfico: escala de sensibilidade, relação entre abertura de diafragma e tempo de exposição, cálculo da exposição, profundidade de campo e foco e quando se pode usar química fotográfica, entender a formação da imagem latente, o processo negativo/positivo, etc.
Adaptar uma simples lata, ou caixa, transformando-a numa câmara com um pequeno furo para a entrada da luz, é a forma mais rápida e fácil de o conseguir.
Nesta oficina, os participantes poderão construir a sua própria câmara e para tal bastam alguns materiais muito simples:
 
— Uma caixa/lata cilíndrica preferencialmente de cartão (para garrafas);
— Cartolina preta;
— Fita adesiva preta;
— Tampa de iogurte ou outra de alumínio;
— Uma agulha;
— Ferramentas para a construção, tesoura, lápis, régua, cola, etc.
 
Depois de construídas as câmaras, durante amanhã, os participantes poderão testá-las fotografando e revelando as fotografias, no período da tarde.
Os materiais necessários ao processamento químico das fotografias e o respetivo papel fotográfico, serão fornecidos pela organização.
No final, em função da quantidade e da qualidade dos resultados, poderá ser realizada uma mostra dos trabalhos.
 
NOTA BIOGRÁFICA
‍António Martins Teixeira V.N Gaia 1962.
Curso Superior de Fotografia da Cooperativa Superior Artística Árvore I de 1982 a 1985. Foi docente de diversas Unidades Curriculares nas áreas da fotografia, em cursos de licenciatura na ESAP, Escola Superior Artística do Porto, de 1986 a 2016. Expõe regularmente fotografia desde 1983. Participou em diversas publicações fotográficas.
Orientou workshops em diferentes instituições, nomeadamente, ESAP, UTAD, ESE Paula Frassinetti, Festival de Avanca, etc.
Colabora com o MIRA FORUM, na curadoria e organização anual das exposições, colóquios, conferências e workshops sobre fotografia estenopeica, desde 2015.
 
Conversa com Eduardo Brito, sáb 26 nov | 17h | MIRA FORUM
 
Eduardo Brito conversa sobre Sem Sinal de Perigo (2021), um trabalho fotográfico que parte de cada imagem fotográfica - ou de pequenos 'capítulos' de imagens - como elementos potenciais de um storyboard cinematográfico, na sua condição de instantes anteriores ou posteriores a uma interferência: um crime, uma queda, uma revelação, um acidente ou apenas algo imprevisto.
 
NOTA BIOGRÁFICA EDUARDO BRITO
Eduardo Brito trabalha em cinema, fotografia e escrita. Os seus trabalhos têm explorado os temas verdade-ficção-memória, bem como a relação palavra-imagem. No cinema, a que se tem dedicado principalmente, realizou as curtas-metragens Penúmbria, Declive, Úrsula, La Ermita e Lethes. Escreveu argumentos para curtas de Manuel Mozos, Paulo Abreu, Luís Costa e Francisca Manuel e as longas de Rodrigo Areias Hálito Azul (com Rodrigo Areias), A Pedra Espera Dar Flor (com Rodrigo Areias e Pedro Bastos) e O Pior Homem de Londres. Ensina regularmente na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
 
FEIRA da FOTOgrafia | MIP 2022 | dom, 27 nov 11h-18h
 
No âmbito do MIP 2022, vamos organizar uma Feira de Fotografia com o objetivo de promover o encontro de fotógrafos e a reutilização de materiais fotográficos que já não se usam mas que podem encontrar novos donos. Procuramos responder a questões relacionadas com a organização do evento que acontece no último domingo de novembro
1 - Quem pode participar?
Qualquer pessoa particular; não prevemos a presença de lojas ou similares
2 - O que se pode vender?
Material fotográfico: câmaras (analógicas, digitais, descartáveis, polaroid, móveis), material de revelação e/ou outros, fotografias autorais, livros, revistas, livros de artista ...
3 - Onde se realiza?
Na Galeria MIRA FORUM - Rua de Miraflor, 155
4 - Quando? 
No dia 27 de novembro, domingo das 11:00 às 18:00
5 - Quando se monta?
No dia 26, sábado à noite ou no dia seguinte a partir das 9h
6 - O que é preciso levar?
Para além do material para venda, a mesa de exposição
7 - Como participar?
Cada participante inscreve-se a partir do email referindo o material que tem para venda Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
8 - Há prazo de inscrição?
Sim, 20 de novembro
7 - Há limite do número de expositores?
Sim, a que é ditada pelo espaço disponível. A ordem de inscrição é o critério de aceitação.
 
Debate em torno de um livro |
Conversa online |
ter. 29 nov. 21h30
 
LIVROS no MIRA "Modos de Ver" de J. Berger por Eduardo Brito e Francisco Feio
No âmbito do MIP - Mês da Imagem do Porto, o programa LIVROS no MIRA é dedicado a um livro que revolucionou o modo como a arte é encarada, incluindo a fotografia. Eduardo Brito e Francisco Feio vão lançar a discussão sobre a obra.
 
SINOPSE
Modos de Ver (1972) revolucionou a forma como olhamos para a arte. O ensaio mais influente e celebrado de John Berger, baseado na série homónima da BBC (um fenómeno de popularidade transversal a públicos), é uma reflexão, em texto e imagens, sobre o modo como as nossas ideias de beleza, verdade, género ou classe social moldam radicalmente a perspectiva que temos da realidade.
 
E vai além disso, levantando o véu às mensagens subliminares que o poder, a propriedade, a dominação masculina ou a objectificação da mulher deixaram na nossa cultura, dos quadros a óleo à publicidade do século XX. Ao fazer notar que, quando observamos uma pintura ou fotografia, também nos observamos a observá-las, filtrando-as pelas nossas emoções e experiências, Modos de Ver faz de cada olhar uma crítica - um acto empático, político e poderoso.
 
Em raciocínios clarividentes, Berger percorre a história da arte e democratiza a sua crítica - demolindo os muros entre alta e baixa cultura -, consciente do seu curioso poder de encontrar entre nós semelhanças onde parece só haver diferenças. (Antigona Editora)
 
Entrar na reunião Zoom: https://us06web.zoom.us/j/87200273337
ID da reunião: 872 0027 3337
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NOTA BIOGRÁFICA
JOHN BERGER
John Berger (1926-2017), crítico de arte, pintor e escritor inglês, ícone da contracultura e um dos pensadores mais influentes dos nossos dias, avançou contra a corrente num tempo de especialistas e especializações. Em quadros, ensaios, poemas, ficções, argumentos para cinema ou programas de televisão, foi plural também nas suas inspirações, tomando interesse nas franjas da sociedade (os presos, os camponeses, os migrantes) como exemplos de resistência em face da ignomínia de governos e mercados.
 
https://www.facebook.com/events/656058389456373/
 

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quarta-feira, 13 de maio de 2026

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