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Louzantrail no Trilho da sustentabilidade
A um mês do evento que colocou a Serra da Lousã no mapa internacional do trail running, a organização, a cargo do Montanha Clube, apresenta as novidades. Nos dias 1, 2 e 3 de março a sustentabilidade marca os trilhos de “uma prova de emoções”.
Numa altura em que a vertente competitiva e turística do Louzantrail já está sedimentada, refletindo-se nas inscrições esgotadas para o percurso dos 18 km e as restantes perto do limite, no número de atletas internacionais e nacionais de renome já inscritos e no impacto na capacidade hoteleira da Serra da Lousã para os dias 1, 2 e 3 de março; o foco do Montanha Clube está este ano apontado para a sustentabilidade. Apesar de a mesma fazer parte do evento desde o seu início, nesta edição foram reforçadas as medidas já implementadas e introduzidas outras tantas.
A última novidade nesta área é a substituição da t-shirt de finisher por uma refeição no final do evento. Assim, todos os participantes, ao chegar à meta, vão poder aconchegar o estômago com uma sopa, uma bifana e uma bebida. “Todos os dias ouvimos notícias relativas ao impacto da indústria têxtil no ambiente, com todos nós a contribuirmos para a produção desenfreada de vestuário e para a poluição associada a este sistema produtivo. Não podemos mudar o mundo de um dia para o outro, mas podemos contribuir com pequenas mudanças de atitude. Por isso, nesta edição do Louzantrail poupamos ao ambiente o impacto da produção de mais de um milhar de t-shirts de finisher e proporcionamos a todos os participantes uma refeição quente no final da sua prestação”, adianta a organização do Louzantrail.
Medidas com impacto
Recorde-se que, desde o seu início, a organização do Louzantrail já introduziu as seguintes medidas: Redução do consumo do papel ao mínimo indispensável; materiais com uma reutilização durante pelo menos 5 anos (exteriores, banners publicitários, cartazes com informações de rota, etc.); limpezas preventivas frequentes para evitar incêndios florestais; promoção de recolhas regulares de lixo nos trilhos da Serra da Lousã; comunicação constante aos atletas e utentes da Serra da Lousã sobre a importância de não deixar marcas ou detritos; e o fim das ofertas desnecessárias aos atletas que acabam a prova e que normalmente acabam no lixo.
A par destas medidas, a organização destaca ainda as parcerias estratégicas realizadas. “Em 2019 estabelecemos uma aliança com a Zero CO2, materializada na plataforma https://zeroco2.eco, para reflorestação na América do Sul, onde estamos a construir uma floresta “Louzantrail”. Utilizamos um percentual do valor da inscrição e os próprios atletas contribuem diretamente. Além do reflorestamento, os recursos arbóreos são doados às populações locais”, explica a organização. E acrescenta: “Em 2022, em aliança com a Câmara Municipal da Lousã, reflorestamos uma parte de uma floresta que ardeu nos incêndios de 2017.”
Para a edição de 2024, o Montanha Clube já adotou uma série de medidas adicionais, que vão tornar o Louzantrail ainda mais sustentável. “Vamos passar a fazer o reaproveitamento total das fitas de marcação. Até agora só podíamos reaproveitar cerca de 30%, com a restante percentagem a ser encaminhada para reciclagem. A partir de agora o reaproveitamento será de 100%”, esclarece a organização.
O Louzantrail volta a integrar, em 2024, no seu programa desportivo cinco provas, todas elas, a um mês do evento, muito perto de esgotar: o Louzantrail Ultra, de 45 km com 3000 metros de desnível positivo; o Louzantrail GNTS, de 30 km com 2000 metros de desnível positivo; o Louzantrail Mini, de 18 km com 1350 metros de desnível positivo (já esgotada); o Louzantrail XS, de 12 km com 580 metros de desnível positivo; e os Raposinhos, para crianças, com distâncias previstas de acordo com o escalão.
Sobre o LOUZANTRAIL
O Montanha Clube Trail Running organizou a primeira edição do LOUZANTRAIL a 23 de setembro de 2000, na altura com o nome de “Enduro Serra da Lousã”. A prova era designada como Atletismo de Montanha e integrava os campeonatos da Associação Distrital de Atletismo de Coimbra. O clube, com a sua longa e comprovada experiência na organização de provas de Enduro, trouxe esse sistema de cronometragem para os primórdios das provas de trail running em Portugal, usando para isso um sistema de quatro troços classificativos com percursos de interligação onde os participantes tinham janelas de tempo a cumprir. Logo no ano de 2000, teve a participação de atletas de equipas que ainda hoje competem nos circuitos nacionais de trail, tais como o próprio Montanha Clube, CRP Ribafria, CA Barreira e Confraria Trotamontes.
Em 2013, a prova passou a designar-se LOUZANTRAIL, realizando-se sempre no mês de junho. Em 2019 a prova foi antecipada para janeiro, em virtude de recebermos em junho mais uma edição dos Campeonatos do Mundo de Trail e, em 2020, passou definitivamente para o mês de março. Com a integração dos seus percursos nos campeonatos nacionais de trail e de trail ultra e, a partir de 2019, com a entrada para o circuito internacional Golden Trail Series, o Louzantrail tornou-se incontornável a nível nacional e internacional.
Além da vertente desportiva e da tecnicidade dos trilhos, para o seu estatuto atual contribuiu também a envolvente natural das mais belas paisagens e icónicos locais da Serra da Lousã, tais como: o Mirante (com vista para a Vila); o Terreiro das Bruxas; as Grutas da N.ª Sr.ª da Piedade; o místico Castelo de Arouce – do século XI – e o ponto mais alto, o Trevim, com uma vista magnífica; a ainda, através dos inúmeros e inesquecíveis trilhos que a serra mágica guarda, a passagem pelas famosas Aldeias do Xisto, onde se destacam a do Talasnal, Casal Novo, Vaqueirinho, Candal, Cerdeira, Chiqueiro (com a sua fotogénica “varanda” para a vila); e tantos outros locais de pura beleza e muitas histórias.
Para alcançarem estes locais de rara beleza os atletas percorrem os mais emblemáticos trilhos da Serra da Lousã – Amazónia de Baixo, Trilho do Rochedo, Trilho da Raposa, Trilho do Javali, Trilho do Escorrega e Trilho da Cascata do Candal. Estes são exemplos que vão fazer com que os participantes nunca mais se esqueçam da Serra da Lousã.