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A Selecção Nacional de Seniores Masculinos fez hoje, no Country Hall de Liège, a sua melhor exibição na 26.ª edição da Liga Mundial e caiu de pé (2-3: 13-25, 27-25, 28-30, 25-23 e 13-15) diante da poderosa Bélgica, líder isolada da Poule E.
Uma exibição de garra e ambição que poderia ter sido recompensada com uma vitória. Isso não aconteceu pela junção de uma série de factores, como o maior discernimento dos belgas nos momentos-chave dos sets, que os levou a ser menos perdulários, alguma inconsistência dos portugueses e... algumas decisões polémicas da equipa de arbitragem, na maioria das vezes induzida em erro pelos fiscais-de-linha locais, igualmente em momentos cruciais dos sets.
Após um primeiro set para esquecer, em que tudo parecia sair errado e motivou um desnivelado 13-25, Portugal obrigou a Bélgica a colocar em campo todas as suas armas.
Aos poucos, a equipa orientada por Hugo Silva começou a consolidar o seu jogo e a mostrar que também pode ser temível no ataque: Marco Ferreira contabilizou 18 pontos, 14 dos quais no ataque, enquanto o seu irmão Alexandre e João Oliveira registaram 17 pontos, os de Alex somados com 3 serviços directos.
Junte-se a isto os 4 blocos de Marcel Gil, 3 de Marco e 2 de Fabrício Silva (Kibinho), num total de 12, e não é difícil acreditar que, quando joga assim, Portugal tem equipa para se bater pelo triunfo com qualquer adversário da sua poule.
A vitória no segundo set (27-25) poderia não ter acontecido, já que uma falta não assinalada no ataque ofereceu aos belgas a igualdade aos 20 pontos... e mais um lance polémico a liderança no marcador (21-20).
Marco Ferreira igualou (22-22), mas nova decisão polémica do árbitro, muito contestada, colocou a Bélgica na frente.
Uma má recepção lusa a um serviço de Klinkenberg deu aos apelidados dragões vermelhos a possibilidade de fechar o set, mas Kibinho disse não (25-25). Um ataque de Deroo para fora deu novo fôlego aos portugueses (26-25) e Marco Ferreira selou o triunfo com o resultado de 27-25.
Portugal ganhava agressividade, confiança e isso era visível na atitude determinada como jogava.
Já na recta final do terceiro parcial, a Bélgica conseguiu transformar um resultado negativo (18-19) numa perigosa vantagem (22-19), mas os portugueses não esmoreceram e Marco Ferreira colocou a turma das quinas à porta da vitória (24-23).
Contudo, o ponto de fecho tardava a aparecer e foram os belgas que aproveitaram para selar o set com 30-28, provocando um suspiro de alívio nos mais de 2.000 espectadores.
No quarto set, a Bélgica entrou no segundo tempo técnico convencida de que iria somar os três pontos (16-13) e o resultado de 23-22 parecia dar-lhe razão, mas desta feita foram os portugueses a mostrar-se melhor na ponta final e a roubar o ouro ao bandido. O fecho do set esteve na eficácia do ataque e a cargo dos irmãos Ferreira: Marco fez o 23.º ponto e Alex os dois seguintes (25-23).
No quinto e derradeiro set, os adeptos... e os jornalistas da Bélgica ficaram eufóricos (3-1), mas um serviço directo de Alex conquistou a liderança no marcador e novo «ás» ampliou-a (5-3). Marco fez o 6-4, mas um bloco duplo repôs o equilíbrio (6-6).
A perder por 9-11, Portugal ainda conseguiu igualar (12-12), com um bloco de Marco, mas seria a Bélgica a consolidar, também com um bloco, a sua sétima vitória, em oito jogos, nesta edição da Liga Mundial.
A comitiva portuguesa regressa ao nosso País amanhã, devendo chegar ao Porto pelas 12h05. Na quarta-feira viaja para Gronigen, onde vai defrontar a Holanda, em dois jogos agendados para sexta-feira e sábado.