- Leandro Riedi e Martin Damm encontram-se na final
- Marcus Willis alcança a dobradinha de decisões no Jamor
A campanha de Gastão Elias na nave de campos cobertos do Complexo de Ténis do Jamor terminou com uma derrota nas meias-finais do Indoor Oeiras Open II, ATP Challenger da categoria 75 que a Federação Portuguesa de Ténis organiza até este sábado e que terá como protagonistas da final o suíço Leandro Riedi e o norte-americano Martin Damm.
À procura da segunda decisão consecutiva, Gastão Elias (atualmente no 304.ºposto de um ranking em que já figurou no 57.º) não conseguiu igualar a campanha da semana anterior e perdeu por 6-3 e 6-3 com Leandro Riedi (320.º).
O suíço jogou melhor os momentos importantes e conseguiu salvar os seis pontos de break que enfrentou ao longo dos 85 minutos. Para além do serviço, o jovem de 21 anos também se destaca na resposta (é sempre muito agressivo na primeira bola) e com um ténis ofensivo construiu a quarta vitória da semana, sempre em dois sets.
“Se tivesse aproveitado um ou outro ponto de break que tive, especialmente no início de cada set, em que os tive primeiro do que ele, e se tivesse passado para a frente… aí tenho a certeza de que o jogo ia ser totalmente diferente. Ele é um jogador com muita potência e que joga um ténis muito agressivo, por isso claro que quando passou para a frente e ficou mais tranquilo tornou-se mais difícil de o contrariar”, lamentou o português.
A análise do helvético revelou uma leitura semelhante: "Houve vários momentos decisivos que podiam ter caído para o lado dele. No início do segundo set houve um 15-40 no segundo jogo em que se eu tivesse cometido um erro de repente estava 2-0 e o momentum ia-se com ele. Fui melhor nos momentos decisivos e estou muito feliz com a forma como lidei com a pressão."
Para Gastão Elias, a derrota desta sexta-feira significou o final de uma campanha que, ainda assim, foi “bem superior às expetativas” e que na segunda-feira terá como reflexo uma subida de 52 posições (de 336.º para 284.º) que terá um impacto direto nas inscrições para os torneios que aconteçam a seguir à eliminatória da Taça Davis entre Portugal e Finlândia, a 2 e 3 de fevereiro. Antes disso, o jogador da Lourinhã ainda conta viajar até França para jogar, em Quimper, mais um torneio Challenger.
Já Leandro Riedi, ganhou direito a disputar a sexta final Challenger da carreira e terá a possibilidade de obter a desforra de um encontro que lhe ficou entalado na garganta: a derrota por 6-2 e 6-1 no torneio júnior de Roehampton em 2019 para Martin Damm.
Carrasco de João Sousa no dia anterior, o norte-americano tornou-se no primeiro finalista deste Indoor Oeiras Open II ao resistir ao ex-top 60 Marius Copil com os parciais de 6-4, 6-7(5) e 7-5.
Canhoto com 2,03 metros de altura, o filho mais novo do homónimo Martim Damm (foi 42.º em singulares e venceu o US Open de 2006 em pares) chegou à final com 57 ases em três encontros e voltou a apoiar-se no serviço.
Mas do outro lado esteve um adversário com a mesma arma e inclusive mais ases, por conta dos dois encontros extra que teve de jogar na fase de qualificação, que tornou o inédito frente a frente num braço de ferro entre os respetivos golpes de saída.
As únicas quebras de serviço acabaram por sorrir ao mais novo, que já tinha celebrado em solo português no mês de setembro, ao conquistar um ITF M25 em Setúbal, e desta vez foi ainda mais longe ao inscrever pela primeira vez o nome numa final do circuito Challenger. Apesar das 2h12, voltou a não ceder o serviço e só enfrentou um ponto de break no penúltimo jogo em que sacou, ao 4-4 do terceiro set.
“Não é a maior final possível, mas é um feito incrível para mim, ainda por cima no primeiro torneio do ano. E independentemente de outras finais juniores ou em ITFs, é um passo maior disputar uma final Challenger. Mostra o árduo trabalho que tenho feito com a minha equipa, a confiança que ganhei e espero que seja apenas o início”, disse depois de uma das vitórias mais importantes da carreira.
Sobre o reencontro com um adversário que conhece, o novo gigante do ténis dos EUA foi perentório: "Ele joga muito bem em indoors. Joga muito rápido, gosta de pontos curtos e é muito talentoso. Teve uns meses difíceis, mas é um grande jogador."
A final entre Leandro Riedi e Martin Damm está marcada para as 11 horas de sábado e será sucedida da decisão de pares entre Arjun Kadhe/Marcus Willis e Karol Drzewiecki/Piotr Matuszewski.
O indiano e o britânico (campeão do Indoor Oeiras Open I ao lado de Jay Clarke) salvaram uma bola de encontro no match tie-break decisivo para vencerem Filip Bergevi e Mick Veldheer por 6-2, 3-6 e 13-11 no último duelo da jornada. Já os polacos resistiram a dois sets equilibrados frente ao letão Mikelis Libietis e o finlandês Patrik Niklas-Salminen para triunfarem por 7-5 e 7-5 no encontro que inaugurou o dia.